Um brinde as nossas derrotas

Pois eu que sempre quis mudar o mundo não mudei absolutamente nada, não o mundo propriamente dito, mas eu mudei de lugar, pessoas, certezas, sentimentos, alma...

Eu sempre quis manter por perto aqueles que eu mais amava, erro meu pensar que seriam gregos e troianos juntos, eu só os afastava com a loucura das guerras que comigo eu travava.

Eu que nunca estudo, quis conhecer tanto, quis fazer tudo, mas não fiz nada, não por mim, e se fazia eu não terminava, deixava tudo assim, na metade, a deriva dá enseada.

Eu que sorria tanto, chorei mais, por coisas tolas tão banais que seriam tolas só por serem contadas, é que mesmo não sendo piadas elas até seriam engraçadas, mas também eram assim, meio amargas, meio amadas…

Mas no final, uma salva de palmas, por que faz parte do show não ser perfeito e amado, é que a vida é nosso palco e eu nem fiz um epitáfio, só fiz esses versos um pouco atrasados.

Mas nunca é tarde, senhoras e senhores, para escrever um novo espetáculo... Então Bravo! E até o próximo escárnio.

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