Brasil está em 8° no ranking mundial de produção energia eólica

O Brasil é o oitavo no ranking mundial de geração eólica. Isso é o que afirmou o boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo de 2015, mostrando que o país subiu sete posições nos últimos dois anos. Quanto a capacidade de geração eólica, isto é, a relação entre produção efetiva e capacidade instalada, o Brasil ficou em primeiro lugar, com 38%, o que é 60% superior ao indicador mundial. De acordo com a análise, isso se deve ao aumento significativo dos avanços tecnológicos em materiais e no porte das instalações, e também a escolha de melhores sítios, que permitem melhor aproveitamento dos ventos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o modelo do nosso setor elétrico, 16,6 GW são de potência eólica contratada, das quais 9,3 GW estão em operação, 3,4 GW estão em construção e 3,9 GW estão aptos a iniciar a construção. O Plano Decenal de Expansão de Energia prevê para 2024, atingir 24GW. Para isso, ainda será necessário contratar 7,4 GW, no período de 2016 a 2021.

O país que mais usa a geração eólica em relação à sua geração total é a Dinamarca, com 44,6% de toda sua geração. Em seguida está a Irlanda com 24,8%, Portugal, com 21,7% e a Espanha com 18,2%. No Brasil, o estado do Rio Grande do Sul é o que mais usa a geração eólica, com 34,6% do seu total. Em seguida vem o Ceará com 20,7% e Bahia, com 18,5%.

A energia eólica usa a energia cinética do vento e converte em energia cinética de rotação, usando turbinas eólicas, ou aerogeradores, para gerar eletricidade. Apesar de as primeiras tentativas de gerar energia através das massas de ar em movimento surgirem no século XIX, foi só com a crise internacional do petróleo na década de 1970 que cresceu o interesse em viabilizar o desenvolvimento e aplicação de equipamentos em escala comercial. Avanços tecnológicos permitiram que nos últimos anos diminuíssem os custos e melhorasse o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos.

As vantagens da produção de energia eólica são inúmeras. As principais dizem respeito a população em geral, pois não emite gases poluentes nem gera resíduos, beneficiando o meio ambiente e nossa saúde. Consequentemente diminui a emissão de gases de efeito estufa, beneficiando a vida no planeta. Isso mostra que ela contribui para uma solução viável para o problema da poluição no mundo. A fonte de energia também é inesgotável, o que significa que ela sempre estará disponível e por isso sustentável. Além disso, o sistema não ocupa muito espaço: os parques eólicos podem ser também usados para outros fins, como agricultura e criação de gado.

Esse método também beneficia o Estado, já que reduz a dependência de energia do exterior, principalmente a dependência em combustíveis fósseis. Há também economia devido à menor aquisição de direitos de emissão de CO² por cumprir o protocolo de Quioto e a possível contribuição de cota de GEE para outros setores da atividade econômica. A geração eólica é ainda uma das fontes mais baratas de energia, podendo competir em termos de rentabilidade com as fontes de energia tradicionais. Os produtores de energia eólica também têm vantagens, já que os aerogeradores não necessitam de abastecimento de combustível e quase não precisam de manutenção, precisando de revisão apenas a cada seis meses. E mais: em menos de seis meses o aerogerador recupera a energia gasta com sua fabricação, instalação e manutenção.

Mas ainda assim existem impedimentos que é preciso ser levado em conta. Como por exemplo o fato de o vento nem sempre soprar quando é necessário fazer a geração, tornando imprevisível o programa de exploração. O método também pode ser ultrapassado com pilhas de combustível ou com a técnica da bombagem hidroelétrica. E ainda há um impacto sonoro, pois, o impacto do vento nas pás produz um ruído constante. Levando tudo isso em consideração, podemos dizer que a geração de energia eólica deve crescer no futuro, e que apesar de não ser viável em qualquer localidade, ela é de grande valor pois é abundante, renovável e limpa.

Postagem original: http://www.hiramsartori.com.br/2016/08/brasil-esta-em-8-no-ranking-mundial-de-producao-energia-eolica/

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