O crescimento da energia solar no mundo

O mundo está, cada vez mais, abrindo espaço para as energias renováveis e limpas. Prova disso é que 2015 foi um ano com maior investimento em eletricidade e combustíveis renováveis, com cerca de 286 bilhões de dólares em todo o mundo. Com isso a capacidade de geração bateu recordes, com aumento de 147 gigawatts adicionados até dezembro, segundo o Relatório da Situação Global das Energias Renováveis 2016, lançado pela RN21.

Os sistemas que se destacam de energias renováveis são a energia solar e eólica. De acordo com o relatório, essas alternativas bateram recordes de adição de capacidade de geração de energia, com 77% das novas instalações de fontes renováveis feitas para gerar energia a partir do vento e da luz do sol. A energia solar, em especial, foi campeã em investimentos, com 56% do total de verba investida em renováveis, isto é, cerca de 161 bilhões de dólares.

E o Brasil não fica para trás. Nós temos um enorme potencial de energia solar no país e devemos fazer parte do ranking dos 20 maiores produtores em 2018. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, se todo o potencial de geração de eletricidade nas casas brasileiras fosse usado através de sistemas fotovoltaicos, seria o suficiente para abastecer mais de duas vezes o atual consumo residencial. Em 2012 a Resolução 482 da ANEEL passou a aceitar que todo cidadão use seu telhado para gerar sua própria eletricidade e receber descontos em sua conta de luz.

E como a luz solar é usada como energia elétrica? A energia fotovoltaica é um dos sistemas que transforma a irradiação solar diretamente em energia elétrica. A luz do sol é usada nas células fotovoltaicas, feitas de materiais semicondutores, cujos elétrons absorvem fóton, as partículas de energia presentes na luz solar. O semicondutor transporta os elétrons livres, que então são puxados por um campo elétrico formado na área de junção dos materiais, por uma diferença de potencial elétrico existente entre esses materiais semicondutores. Os elétrons livres são levados para fora da célula solar e ficam disponíveis para serem usados na forma de energia elétrica.

A vantagem do sistema fotovoltaico é que ele não exige alta irradiação solar, mas ele pode ser beneficiado se houver a densidade certa de nuvens, por causa do fenômeno da reflexão da luz solar. Em comparação a outras fontes renováveis, a energia solar requer áreas menos extensas, facilitando sua implantação. Outra vantagem, ainda, desse sistema para o Brasil é a existência de regiões semiáridas do nordeste brasileiro, pois oferecem alta irradicação e baixa pluviosidade.

No entanto, o grande obstáculo para o crescimento do sistema de energia fotovoltaica é o alto custo de implantação e a baixa eficiência do processo, que varia de 15% a 25%. Em relatório, o Ministério de Ciência e Tecnologia também alertou para dois cuidados importantes ao aderir ao sistema fotovoltaico: na hora de descartar os painéis deve-se faze-lo em destinação apropriada, pois eles podem ser tóxicos; e a reciclagem de painéis precisa ainda tingir um nível satisfatório para não prejudicar o meio ambiente.

O otimismo global em relação a energia solar é justificado, porém a implantação do sistema, mesmo com todos benefícios para a saúde do homem, ainda encontra barreiras tecnológicas e econômicas. É preciso cooperação entre setores públicos e provados, e investimentos em pesquisas científicas para o aperfeiçoamento das tecnologias que englobam o processo produtivo, desde a purificação do silício, usado nas células fotovoltaicas, até o processo de reciclagem do material descartado.

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