Uma mulher poderosa

Ô MULHERADA, que é que vocês tão fazendo aí dormindo, que não vão correndo ao Cine Rosa e Silva assistir ao filme argentino “Dolores” — cuja protagonista é a heroína mais magnética, vulcânica, atrevida, decidida, decisiva, ativa, charmosa, apaixonada, insolente, tampa que eu vi no cinema nos últimos anos?

Não fosse o bastante, o roteiro é redondo, redondo (pra variar em se tratando do cinema feito pelos hermanos), a direção segura (ambos de Juan Dickson), as interpretações excelentes (especialmente das duas atrizes principais, a própria Dolores e a cunhada Florrie, respectivamente Emilia Attías e Mara Bestelli), uma ótima direção de arte e um ritmo sintonizado com a época — interior da Argentina, anos 40, durante a 2ª Guerra Mundial.

É a história da argentina Dolores, descendente de ingleses, que volta ao rincão ao eclodir o conflito mundial, logo após a morte da irmã. Na fazenda em decadência, encontra o cunhado, sua grande paixão de adolescência, arrasado e inerme; uma montanha de dívidas e hipotecas, e um vizinho que se apaixona por ela e quer ter um filho.

No frigir dos ovos, é uma história de amor, sem pieguices, com uma comedida tensão dramática que se encerra com um final surpreendente — mais não digo pra não virar “spoiler”.

Lamento apenas informar, moças, que o Ricardo Darín não está no elenco.

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