IMPRESSÕES DE UM PAI DE BEN (9)

Ontem eu e o Benjamin tivemos uma boa conversa. Senão a primeira daquelas com perceptível interação de ambas as partes (tipo: fala que eu te escuto, se pá até respondo ), uma das. Foi muito bacana presenciar ele reagindo a estímulos de som e gestos. Porque, né, há pouquíssimo tempo o traquinão com o qual lidamos hoje era ‘só’ um feto. Logo, tornou-se uma barriga gigante e, em seguida, um filhote pra chamar de meu neste plano. Daqui uns dias tá aí, de tendéu com os gastos, esculhambando meus discos, fazendo lambança e promovendo balbúrdia pela casa. Pior: sem demora vai tá querendo ir pra rua sozinho, arranjando encrenca no colégio, se posicionando sobre temas polêmicos e se afastando da asa dos coroas. ‘O piá não tem dois vezes!’, alguém vai dizer. Sim! Só que num passado não muito distante ele era só a imagem do ultrassom com contornos de ser humano, e agora já quer ficar de retoço com as pessoas! Passa rápido, migas, e isso é meio assustador! Gente próxima que já tem filhos seguido nos alerta pra aproveitarmos todos os momentos dos recém-nascidos, pois essa fase passa logo. E nós tentamos! Só que demora pra cair a ficha. Parece que as crias vão ficar mais um pouco ali, pequenas e fofinhas, precisando de cuidados e atenção dos pais pra tudo. Só que não! E assimilar isso é algo talvez role numa velocidade inversa a do crescimento do bebê.

#vennimimbenjamin

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