Fintechs: grana sem intermediários

Capa: Forbes

Em junho publiquei no LinkedIn um post sobre as fintechs, sigla para financial technology, empresas de tecnologia que estão chegando com força ao segmento financeiro.

Dentre uma grande variedade de fintechs, as que existem para eliminar intermediários entre quem quer emprestar dinheiro e quem precisa de um empréstimo — operações conhecidas como empréstimos peer-to-peer — são consideradas por muitos as mais promissoras e devem incomodar instituições financeiras e bancos tradicionais.

O destaque nos EUA, LendingClub, abriu o capital no final de 2014 e na época foi avaliada em US$ 5.4 bilhões, mas um escândalo de empréstimos falsos que resultou na saída do CEO Renaud Laplanche, reconhecido no mercado como o precursor deste tipo empreendimento, causou uma forte queda no seu desempenho.

quem avalie que não há razão para pânico, a crise será superada.

Uma outra fintech desta natureza que já abriu o capital é a OnTech, que se especializou em empréstimos para pequenos negócios.

No Brasil existem algumas fintechs de empréstimos, com destaque para a Biva — sigla para “Bancando Ideias, Valores e Ações” -, mas a legislação brasileira ainda dificulta sua expansão, obrigando que um banco intermedie as operações.

Uma prova clara do potencial destas empresas é a movimentação de gigantes do setor como Bradesco e Itaú, mas eu penso que terão uma dificuldade análoga à da IBM para lidar com o mercado de varejo da TI: com custos altos sustentados por margens folgadas há muitos anos, devem sucumbir à agilidade de startups enxutas e com DNA digital.

Na minha opinião, passada a empolgação e as dificuldades iniciais, a tendência é que estas fintechs possam oferecer cada vez mais segurança pra quem disponibiliza o dinheiro, analisando através de Big Data a capacidade de pagamento de quem o requisita, transformando definitivamente este cenário.

E você, como vê este movimento das fintechs de empréstimos? Compartilhe conosco sua opinião e vamos conversar sobre isto.