Google entra na rota da Apple

Capa: The News Wheel (do filme “Duel”, 1971)

Quando presenciei a batalha entre os Macintosh com sistema operacional MacOS e os diversos clones do IBM PC com Windows, escolhi a segunda opção por alguns motivos, dentre os quais destaco a disponibilidade.

Ter um Macintosh no final da década de 80 era raro, caro e complicado, algo que ficava um pouco restrito às agências de publicidade, em razão de sua capacidade gráfica bem maior que a dos PC´s.

Mais à frente, no ambiente mobile, escolhi smartphones Android.

Nesta época já era mais experiente com a tecnologia e o principal motivo foi por entender que a política da Apple era fechada, forçando a barra para que eu utilizasse somente seus produtos.

Tudo isso não quer dizer que eu não admire Steve Jobs, os incríveis produtos Apple e sua integração, que eu não respeite o fato da empresa ser uma das mais valiosas e lucrativas do mundo.

Observando sua estratégia, sempre achei que o grande diferencial é o fato dela mesma ser responsável por hardware e software, o que permite ter um controle que Microsoft, no desktop, e Google, no mobile, nunca tiveram.

Mas porque Microsoft e Google não seguiram a fórmula da Apple?

Eu penso que ter muitos fabricantes de hardware utilizando Windows ou Android também foi uma opção interessante, pois permitiu que Microsoft e Google popularizassem seus sistemas operacionais, superando a Apple em número de usuários.

Com grande número de usuários, ficou mais fácil aprimorar o Windows e o Android, ouvindo feedbacks e atendendo às inúmeras solicitações.

Hoje, o que vejo de mais interessante no lançamento dos smartphones Pixel e Pixel XL pelo Google, é a decisão de experimentar a fórmula da Apple.

A HTC é a fabricante dos smartphones, mas o fato de levarem a marca Google sugere que a empresa terá um controle maior do hardware que nas experiências com a série Nexus.

Na minha visão, o Google decidiu entrar na rota da Apple.

As avaliações dos smartphones Pixel estão sendo razoáveis, sem grandes elogios ou críticas severas — se quiser, confira uma breve síntese de algumas no Gizmodo Brasil.

Num momento em que a Samsung, o grande player além da Apple, enfrenta uma grave crise com as explosões do Note 7, estou bem interessado em ver como será a resposta do público ao lançamento do Google.

E você, acredita que os smartphones Pixel podem ser um sucesso, também vê o Google entrando na rota da Apple? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo e vamos conversar sobre isto.