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Na nova indústria da música

Acredita-se no formato single. Tudo gira à volta de uma faixa única. Se o ouvinte gostar, vai procurar mais músicas do artista.

Não se usa leitor de CD’s. Já não existem nos carros e nem sequer nos novos computadores.

Não se envia CD’s promocionais, são inúteis e tratados como um souvenir, ou pior…como lixo.

É-se activo. Não se ouve rádio. Não se gosta de gramar com anúncios. Ouve-se música através de playlists, clica-se de faixa em faixa conforme nos apetece.

Faz-se parte da cultura on demand. Não se espera. Não se compra. Quer-se ter acesso. Acesso a tudo aqui e agora.

Pensa-se que o presente é brilhante e que o futuro é mais ainda.

São os dados estatísticos brutos que interessam.

Não se vê a MTV como um canal de música, mas um canal que passa reality shows da treta.

Pensa-se que as bandas são naturalmente exploradas pelas corporações, empresas e marcas. A música é apenas uma forma de fazer dinheiro através da fama.

Paga-se o que for necessário para experienciar concertos.

Tem-se relutância em partilhar receitas com corporações parasitas (leia-se editoras) quando se pode usar ferramentas online para conseguir progredir a na carreira.

Sabe-se que as bandas são efémeras.

Considera-se que as experiências são um sinal de mérito. Onde se esteve é mais importante do que aquilo que se possui.

Quer-se consumir tudo de uma vez e agora. Ouvir canções na rádio meses depois de terem sido hits é uma seca a evitar.

Cresceu-se num arco íris e aceitam-se todos os tipos de cores.

Acredita-se que a mudança está ao virar da esquina porque se viveram as mudanças na legalização das drogas leves, casamento gay.

Acredita-se que a qualidade do som… O que é qualidade de som!?

Acredita-se que as pessoas famosas são livros abertos e acessíveis.

Quer-se ser estrela do Youtube.

Pratica-se em público enquanto se promove online.

Pensa-se que o dinheiro é uma coisa espectacular.

Sabe-se o que esperar e que quem não está ocupado a chegar à frente está a ficar para trás.

Este post foi inspirado no post original do Bob Lefsetz e não é necessáriamente o que penso (mas tenho tendência a concordar).

A indústria está a mudar muito rapidamente e nem sempre temos tempo para ter noção, quanto mais digerir, o que se passa à nossa volta.

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