O streaming matou as editoras?

Um serial killer à solta!

A inovação tecnológica moldou a indústria da música. O vinil destronou as publicações de partituras, a cassete permitiu a pirataria e portabilidade da música, o cd acabou os antecessores e agora é o streaming que está a dar cartas. (Não, o download nunca existiu)

Grandes negócios foram feitos (e ainda são) à conta da exploração das várias tecnologias e as empresas que se adaptaram sobreviveram, as outras ficaram para a história.

E agora os serviços de streaming estão cada vez mais a assumir um papel muito semelhante ao de uma editora controlando a forma e a data dos lançamentos de música recorrendo por exemplo a exclusivos com artistas.

Os streamers(se assim se podem chamar) têm a faca e o queijo na mão e se assim o decidirem (ou quando decidirem) pode levar à extinção daquilo que separa o autor/artista da sua audiência, que são as editoras.

As estratégias de exclusivos têm o intuito de conseguir mais utilizadores pagantes no entanto têm um problema: deixa os ouvintes reféns. 
Se uma música ou álbum estiver apenas disponível num determinado serviço, os ouvintes que não sejam subscritores ficam sem acesso a essa release recorrendo provavelmente à pirataria.

Não existe forma fácil de contornar este problema. Uma possibilidade é a de criação de um monopólio onde um dos grandes nomes (Apple?!) comprar os outros serviços. Existirão movimentos nessa direção mas o resultado final é por enquanto imprevisível.

Enquanto isso, editoras e músicos independentes podem e devem usufruir (ou a ser explorados!) das maravilhas tecnológicas ao seu dispôr para lançar a música que querem, onde querem e quando querem.

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