Posto que é chama!

Dos meus mais sinceros devaneios, brotou tamanho tesão pela vida. No entanto, é a priori engraçado pensar sobre o que originou os devaneios.

Todavia,

Qual é o porquê da graça?

Qual é o porquê do porquê da graça?

Afinal de contas, qual é graça de tanto porquê?

Quando se começa a perguntar, logo se vê em meio a devaneios sem pé nem cabeça.

“mas por que raios eu estou me perguntando isso?”

Possivelmente você já se deparou com esta questão. A capacidade cognitiva dos seres humanos é realmente absurda. O que nos leva a este mar de devaneios dos porquês ou da ausência deles.

O tesão pela vida é notavelmente uma questão existencial, como se existir já não fosse uma questão e tanto. O tesão pela vida me veio na busca do porquê, quando me perguntei: por que cargas d’água todo mundo aparenta ser feliz e só eu que me encontro nesta maldita tristeza? Me peguei pensando em ‘ser feliz’ e logo em seguida no ‘ser’ e posteriormente e por muito tempo no ‘feliz’.

Obviamente, não cheguei a conclusão alguma. Sou uma criança, aonde quer que eu chegue haverá uma placa dizendo: “Bem-Vindo à Lugar Nenhum”.

No entanto, vozes escritas do passado teimam em disseminar para todo sempre o que pensavam ser feliz e os atributos que a isso teriam quem porventura fosse.

Pois, bem.

Seria o tesão pela vida fruto do evento ‘ser feliz’ ou seria de modo contrário a felicidade advinda do tesão pela vida? Em meio a tantos devaneios me abstenho dessas questões, visto que assumi para mim que embora seja interessante toda esta reflexão, carrego comigo uma sentença que diz:

Ou você vive a vida, ou você pensa a vida.” — qualquer pessoa aleatória.

Ora, de que adianta então viver a vida sem a pensar ou pensar a vida sem vivê-la? Não me abstenho de tais questões porque me justifico nesta afirmação acima. Me abstenho de tais questões, pois a razão para que eu carregue esta sentença comigo é para que eu lembre que o tesão pela vida não se encontra, não se materializa a sua frente. Pois tesão pela vida é nada mais do que ter — A instância Ter em sua mais perfeita essência ideal.

Neste devaneio para quem tiver a loucura de o ler, explico que o ter se refere sim a posse, se refere sim ao capital. Se refere, sim, ao oposto de ‘ser’.

Antes que desista de mim entenda que a posse que me refiro, que o capital que me refiro é o bem de mais valor que podemos ter, neste bem, tanto faz ser ou não ser, por tê-lo, você pode muito bem dar e vender: se você tem vida, logo você tem devaneios e por ter devaneios, você tem tesão e se você tem tesão, bom, é mera questão de opção comprar ou receber.

Há milhares de vidas e à milhares de vidas, assassinamos umas e outras para torná-las mais agradáveis a quem comprar, a quem doar, a quem vender. Tornamos discursos belos e aceitáveis para que as próximas vidas que vierem possam em seus devaneios, optar por menos assassinatos e menos vaidades sucumbir.

O tesão pela vida é a grande materialização subjetiva da paz. Embora soe sem sentido, ora esta, que devaneio seria o meu se dele fosse oriundo uma logica construída a partir do barro e da voz celestial? Este devaneio tem mesmo esta intenção de muito e nada dizer. Pois como em todo devaneio, ao final destas palavras, você terá ou não uma conclusão que dará ao guerreiro que aqui sobreviver até o fim a capacidade de tornar ou não real o devaneio que o cercar, partindo deste ínfimo que compartilho por sei lá, de fato, o porquê.

ou terá apenas lido um texto qualquer…
não vou nem quero iludir ninguém.
mas um texto legal de se ler!

Efêmero como tem que ser todo devaneio, este foi enquanto o pensei. Aparentemente, quando se tenta compartilhá-lo, torna-o grande e exaustivo. Assim, são chamados de loucos os que o pouco que pensam sobre a vida, dada a pouca idade tentam sobre cada devaneio falar. Aqui, se você se perdeu, basta retomar a leitura. Mas, se porventura eu estivesse num monólogo verbal sobre o que penso da vida, por exaustão, você já teria me abandonado a deus-dará.

Como tal foi o propósito desde a primeira linha do primeiro parágrafo, dos meus mais sinceros devaneios brotou meu tesão pela vida. Hoje, a fim de não parecer louco e me privarem ainda mais da minha liberdade física, chamo o tal tesão de paz. Aprendi ao conversar com livres-loucos-presos o que aqui tento dizer — para sabe Deus ou Cosmos quem: encontrar a paz da qual tantos homens (em guerras morreram e tantas famílias por tais perdas sucumbiram à depressão e à companhia da dor — leia-se guerra, todas as tramas que ocorrem no dia dia, leia-se a morte neste trecho como todas as oportunidades de sorrir e estar em paz que foram perdidas) sofreram em busca é o verdadeiro princípio da *sólida e não-momentânea* (absolutamente importante ressaltar — segue a citação adaptada abaixo) felicidade.

* “Eu recomendo seriamente que busque tua paz. As pessoas ou coisas que possam te trazer paz. Porque felicidade é de momento: é a chama de Vinicius de Moraes. Mas a paz, ser e estar em paz, esta é dádiva divino-cósmica de estar sempre dois passos a frente da tristeza e uma caminhada inteira a frente de quem por riqueza de tempo, queira te fazer mal. Esteja em paz e nada nem ninguém te abalará o suficiente para que você não esteja 100% feliz, quando a chama chegar e te incendiar.”
(trecho de uma conversa no Facebook entre mim e uma amiga, excepcionalmente maravilhosa, que necessitava destas palavras que aqui exponho com o mesmo intuito).

Mais acima eu disse que não havia chegado a conclusão alguma e, mesmo neste desfecho, no qual há uma conclusão a respeito da vida, lá eu não menti. Não se chega a conclusões no meio dos devaneios.

É necessário que se crie toda uma rede estrutural de pensamentos e atitudes que vão ao final constituir uma ideia que será ou não aprovada pelo seu verdadeiro eu. Sendo assim, exposta ao teu consciente, cujo o qual terá a função de conectar esta recém aprovada ideia à outras anteriormente aprovadas, realizando assim um encadeamento de ideias as quais, em conjunto, irão dar base para novos devaneios. Sendo este processo acima mencionado o qual nós utilizamos para guiar nossas ações no dia a dia.

Baseado em que teoria eu disse tudo isso?

Qual é o porquê de eu ter dito isso tudo?

Qual é o porquê do porquê de eu ter dito isso tudo?

Afinal, tudo isso dito tem mesmo um porquê?

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