O fruto de uma história de amor

Para quem me acompanha há um tempo, já conhece a historia da Tamires e da Martha, 2 mulheres lésbicas, cariocas, que se conheceram em uma balada e desde então nunca mais se desgrudaram, permanecendo unidas através de um sentimento chamado AMOR.

Depois de anos juntas, perceberam que estava na hora de aumentar a família e consequentemente multiplicar esse amor mútuo, foi ai onde decidiram virar mãe. O preconceito no Brasil, infelizmente, ainda é algo muito forte, pessoas que odeiam outras de forma gratuita. Apesar de tudo isso, Martha e Tamires não deixaram o ódio vencer e a intolerância das pessoas estragarem esse sonho de ambas.

Neste post elas explicam mais detalhadamente todas as opções de como ter um filho mesmo sendo lésbicas e contam qual foi o método escolhido por elas.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL — CASEIRA

A inseminação artificial caseira é a mais utilizada atualmente por casais lésbicos. Talvez por ser o método mais simples e menos caro, mas que também envolve algumas possíveis dores-de-cabeça.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO — CONVENCIONAL E ICSI

Normalmente, a indicação desse procedimento é para mulheres que sofrem de problemas de infertilidade (ovulação, trompas ou sem causa aparente) e, por esse motivo, é um dos tratamentos mais caros, custando a partir de R$10 mil.Esse procedimento pode ser divido em dois processos: o convencional e o minimamente invasivo.

FERTILIZAÇÃO IN VITRO — MÉTODOS MINIMAMENTE INVASIVOS

• Ciclo Natural
Pode ser utilizado por mulheres que ovulem normalmente e é indicado para pacientes que não querem fazer uso de medicação para a estimulação controlada do ovários. O ovário produz apenas um folículo, produzindo apenas um óvulo (embora seja possível que naturalmente desenvolvam-se mais de um óvulo ou até nenhum).

Não são utilizadas hormônios que estimulam o crescimento dos óvulos, em alguns casos são administrados medicamentos que evitam que uma ovulação espontânea aconteça. Esse procedimento é chamado de “Ciclo natural controlado”.

O benefício da técnica é que não tem efeitos colaterais, mas a desvantagem é que as taxas de sucesso são mais baixas. Também não é necessário o uso de hormônios e os resultados também são inferiores ao métodos convencional.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL INTRA - UTERINA

O procedimento é quase tão simples quanto o da inseminação caseira, porém a probabilidade de sucesso é maior devido à manipulação do esperma e a aplicação, que é feita diretamente dentro do útero.

ROPA — RECEPÇÃO DOS OVÓCITOS DA PARCEIRA

Depois de muito pesquisar, o casal encontrou uma clínica particular na Espanha, onde é possível ter um filho com duas mães biológicas. O Instituto de Reprodução Cefer, com clínicas em Valência, Barcelona e Lleida, foi o primeiro na Europa a oferecer a solução a casais de lésbicas: uma doa os óvulos e a outra é inseminada. E foi lá onde a pequena Anna Brisa nasceu.

O amor as uniu num ponto central: a realização do sonho da maternidade. Enfrentaram preconceito, discriminação e desamparo judicial para se tornar mães e constituir uma família. Mas valeu a pena atravessar os obstáculos. Hoje, elas festejam em dose dupla o Dia das Mães, ao lado de sua desejada e planejada filha.