Designer VS Programador

Uns focam-se principalmente em desenhar produtos “bonitos”, como já ouvi diversas vezes. Outros, preocupam-se principalmente em fazer algo funcional, desde o botão de enviar que envie, o jogo que seja jogável, os painéis que mostrem informação, etc.
Calma! Se és programador, entendo que hoje em dia queres o teu trabalho minimamente apresentável, pois enche-te o peito quando isso acontece. Se és designer, percebo que te entristeça veres os teus .sketchs, .ai e .psd até ganharem vida, no entanto, os teus utilizadores criticam o teu produto.
Vemos grandes empresas como o facebook, airbnb, spotify, dropbox, google, apple, investirem em equipas multi-disciplinares para a criaçāo de produtos digitais utilizados por milhões de pessoas, enquanto outras, por vezes, investem o mesmo ou mais em soluções cujo o mercado rejeita, seja pelo design pouco apelativo, má experiência de utilizador, bugs de performance, etc.
Em quê se diferem das demais? Como melhorar o processo dessas equipas multi-disciplinares?
DOIS TIPOS DE FRONT-END DEVELOPERS

É nesta área, que empresas como o airbnb, inovaram na sua maneira de construir produtos digitais.
Existem dois tipos de front-end developers: os que trabalham na estrutura do produto, é evidente a sua atençāo com a performance e a parte funcional dos interfaces; e os que se focam no equilíbrio visual do produto, desde os paddings, margins, cores, tamanhos, entre outros.
O primeiro tipo, provém, geralmente, de áreas relacionadas com engenharia, enquanto o segundo, de áreas criativas.
Ambos devem dominar as bases, HTML, CSS e JS Nativo, mas isto é assunto para outro post.
O primeiro tipo adora inovar nas tecnologias client-side, como React, Angular 2 e Backbone JS. O segundo, ainda que utilize essas tecnologias, preocupa-se mais com o resultado visual final, isto é, construir fielmente o que os designers planearam, debater e sugerir, em algumas situações, melhorias visuais no design.
Pessoalmente, tive a oportunidade de passar por uma agência digital, algumas consultoras e trabalhar com algumas startups, seja em regime total, parcial ou freelance. Errei, e vi muitos projetos falharem neste processo, inclusive, a serem encerrados ou nem saírem do estágio de desenvolvimento.
Numa dessas passagens, desempenhei tanto o papel de UI Designer do produto, como também de front-end developer do mesmo (foi uma das experiências mais ricas a nível profissional que obtive).
No fim, tanto o cliente, como a equipa ficaram satisfeitos pelo produto criado. No entanto, se soubesse na altura o resultado desse processo, teria sugerido focar-me no design das interfaces, e inserirmos um ou dois front-end developers, um vocacionado para a estrutura e outro o interface, ou com ambas características.
Presumo que, uma equipa formada por designers, front-end developers multi-disciplinares e software developers focados no core do produto, é sem dúvida, um investimento inicial que poupará tempo, dores de cabeça e dinheiro aos investidores, empresários e acionistas.