Sobre um “Cavalo de Tróia”

Humberto Lemos
Apr 28 · 2 min read

Nós temos um cachorro, o Cookie: simpático, bonitinho, afetuoso, e, muito, muito educado. Ele está com Giárdia, uma infecção do intestino delgado causada por um protozoário de tanto ficar cheirando bostas de cachorros alheios.

Medicado, foi-lhe receitado um antibiótico, uma pílula grande que deveria ser enfiada 2 vezes por dia, por 15 dias, goela abaixo.

Tentativa 1: quase arrancou o meu pulso
Tentativa 2: quase arrancou minha jugular

Tentativa 3: dei-lhe uma chinelada

Minha maior preocupação nesse momento foi criar uma relação de enfrentamento, medo e violência. Nada do que o Cookie recebeu em seus 03 anos de vida. Pesquisando, descobrimos a possibilidade de produzir o antibiótico em modo “petisco”, que talvez facilitasse a ingestão do tal medicamento. Foi caro, bem caro! Isso não podia falhar!

Para ter a certeza do sucesso de tal operação, estou cozinhando batatas doce ou mandiocas, faço bolinhas e coloco o meu “Cavalo de Tróia” em uma delas como uma aperitivo antes de sua refeição. Até agora, 100% de sucesso!

A não-violência exige trabalho, inteligência, dedicação, empatia. A não-violência demanda respeito por um outro ser. A não violência exige, principalmente, o respeito por você. Espero, sinceramente, que os governantes desse país tenham um pouco mais de dignidade em sua trajetória.

Não podemos nos transformar em um país contaminado por Giárdias.

Humberto Lemos

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