Tempos Estranhos, Diplomas e amor

Hoje eu criei coragem de começar a escrever alguns textos, não são só poesias, musicas, ou coisas do tipo que todo mundo quer ler, senti necessidade de desabafar algumas coisas pro mundo mesmo que ninguém leia. Resolvi escrever sobre a vida, mas não só as coisas boas nem só as ruins, até porque a vida é um misto de tudo isso, mas quando nós nos damos conta estamos só pensando nas situações boas ou ruins.
Tem dias que eu quero sair e conhecer gente nova, alguns outros eu quero rever algumas pessoas e me prender na minha bolha que eu mesmo criei com as minhas escolhas, algumas escolhas foram erradas mas talvez elas me façam melhorar em alguma coisa algum dia, cheguei a um ponto que eu cansei de criar expectativa sobre qualquer coisa, talvez criar expectativas seja o que ataca minha ansiedade, afinal sempre que esperamos por respostas da vida e ela fica em silêncio parece que é o fim do mundo, e talvez eu estava vivendo o fim do mundo todos os dias.
As vezes eu olho pra estante da sala e vejo meus dois diplomas e percebo o quanto eles não significam nada pra mim, por mais que eu goste muito de design gráfico e audio visual o que eu levo desses tempos foram os amigos que eu fiz, as experiências que eu vivi, talvez os conhecimentos que eu adquiri, mas isso não é algo que me faz sentir melhor do que ninguém, não é algo que eu acho que vai me dar um futuro, talvez seja motivo de orgulho para a minha família, mas pra mim esses canudos viraram aqueles rolos de papelão que ficam dentro do papel toalha.
É irônico pensar que eu fiz um tcc sobre o lado científico do amor e hoje em dia eu não sei mais nada sobre ele, não sei mais se existe um jeito certo de amar, se é melhor desistir do amor, se ele é realmente importante ou se usar drogas dão o mesmo êxtase ou a mesma elevação de dopamina. É engraçado falar sobre o amor em um texto sobre a vida, mas é estranho a forma que tudo está ligado, o amor pelas coisas, pela arte, pela vida, pelos amigos, por uma pessoa, ou por um hobbie, é mais estranho ainda pensar que tudo começa por curiosidade, depois passa para tesão e depois disso a gente descobre se era amor de verdade ou não. Hoje em dia eu tenho pensado bastante sobre isso tudo, a paixão é tão momentânea que que quando que quando o amor chega ele chega de uma forma esmagadora, quando a gente ama algo de verdade talvez a gente vá vendo o lado ruim das coisas e deixando o tesão pelo amor de lado, seja na vida ou em relacionamentos, até a hora que decidimos se cansamos ou não.
Tenho comparado muito todas essas situações com a vida, quando nascemos queremos tocar em tudo, somos felizes, somos gritantes,somos gigantes, por mais que não sejamos donos de nós mesmos somos livres, conforme crescemos, experimentamos, descobrimos as coisas e ganhamos liberdade a gente vai cansando, vai ficando triste e vendo o lado ruim da vida, as vezes nos prendemos em bolhas com todos os nossos problemas e os problemas do mundo e ai vamos deixando de sentir o tesão pela vida, é ai que vem a grande pergunta, “Até aonde conseguimos lutar para amar de novo a vida, vale a pena ou não?”
Essa é a pergunta que tenho me feito ultimamente, não sei mais se tudo o que eu vivi até hoje valeu a pena ou se quero muito mais da vida mesmo sem fazer idéia de como conseguir, mesmo tendo cansado de persistir eu ainda tenho alguma esperança, mesmo não tendo resposta alguma de nada.

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