VAMOS FALAR SOBRE A MACONHA?

George Huxcley
Sep 5, 2018 · 3 min read

O Brasil precisa começar discutir a importância do comercio da planta da maconha e seus derivados, sem pudor religioso, sem filtro ideológico, sem preconceitos.

Eu como libertário, sou favorável que o individuo tenha a liberdade para fazer o que bem pretender da sua vida, desde que não agrida o outro. Mas aqui serei pragmático em um produto econômico.

Se o Brasil nos próximos anos se posicionar pró mercado de maconha e seus derivados, no mesmo nível do mercado de bebidas alcoólicas ou de cigarro, ele será absolutamente pioneiro em um mercado de escala global que só cresce.

A Cannabis Sativa (nome da planta da maconha) não produz apenas o fumo psicoativo, ela produz fibra que pode ser usada como tecido, fabricação de roupas, calçados, produz cosméticos, alimentos e acredite, produz bio-diesel, que minimiza o impacto de combustíveis fosseis na natureza.

Também produz o Cannabidiol, que está revolucionando a medicina mundial de alguns tratamentos medicinais.

Tudo da planta é utilizado, o plantio, é simples, não requer muita agressão ao solo, uso de agrotóxicos, e pode REVOLUCIONAR A agricultura familiar no Brasil.
Não exige um desmatamento, pode ser inclusive cultivada em áreas secas do nordeste (hoje a maior plantação ilegal do Brasil fica no nordeste)

Estudos preliminares mostram que só de impostos, mesmo de forma muito regulada, ela geraria um impacto na economia diretamente de 6 bilhões de reais.

Se o mercado for semelhante ao do álcool por exemplo, vamos introduzir no país, uma nova commoditie acelerando o crescimento do país, absurdamente, gerando empregos em TODA A CADEIA PRODUTIVA, transporte, engenharia, educação, saúde, e todas as outras.

Na segurança, seriam economizados 1 bilhão de reais, só no sistema prisional.

Desafogaria essa guerra as drogas que é irracional e como já disse Milton Friedman: “Se você olhar para a guerra as drogas de um ponto de vista puramente econômico, o papel do governo é proteger o cartel de drogas”

Sobre o uso recreativo da maconha, hoje vivemos em cultura global, onde já não é possível demonizar quem usa a maconha para fins recreativos, não são mais apenas os hippies, ou “vagabundos” que usam ela para fins recreativos, hoje médicos, advogados, juízes, engenheiros, professores, todas as camadas da sociedade usa a maconha, assim como o álcool, ou cigarro, para fins recreativos.

Ela tem seus malefícios, como a coca-cola também tem, mas ela faz menos mal, que até mesmo, o álcool, e boa parte dos problemas que ela causa hoje, é por falta de qualidade do produto, que sendo criminalizado, não passa por um processo de qualidade.

Não sabemos o impacto dela na sociedade, pois a o fato de ser crime o comercio, não temos amostragem cientifica para entender, amenizar e reduzir os problemas causados pelo uso da maconha.

O uso velado, impede até mesmo ajudar as pessoas a saírem do mundo das drogas, afinal, não se tem dados suficientes para lidar com o impacto que ela pode causar e como lidar com ele.

Do ponto de vista econômico, é quase desumano, privar o país dessa commoditie que alavancaria e colocaria o Brasil de forma sólida, na economia global.

Os EUA, deram um salto mundial na economia por terem sido os pioneiros no plantio de tabaco após sua independência, a economia Brasileira na era colonial, era forte também pelo plantio do tabaco.

Hoje, o homem mais rico do Brasil, tem seu maior ativo, uma rede de cervejaria.

Do ponto de vista ético, é um absurdo inimaginável, proibir indivíduos livres de consumirem uma PLANTA.

    George Huxcley

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