Samba do avião e a areia no deserto

Samba do avião é um dos clássicos de Tom Jobim, um samba que ele canta seu retorno ao seu Rio de Janeiro querido. O maestro tinha o privilégio de poder passar uma temporada em seu apartamento em NYC e outra no Rio.

Para quem vem de fora, a porta de entrada é o Galeão (hoje batizado de Antonio Carlos Jobim). Até alguns anos atrás, a infraestrutura do aeroporto era mais própria de uma rodoviária que propriamente de um aeroporto.

Certa vez ao retornar ao Brasil, eu fiz a burrada de segurar as minhas necessidades para quando da aterrissagem. De volta ao Brasil, o Brasil te dá logo as boas vindas. Não bastasse haver um único banheiro, nele havia apenas duas privadas, isso para vários passageiros retornando em diversos aviões. Caras de desalento (e desespero) na enorme fila que se formou para utilizar aquelas precárias instalações.

Mas isso é um fato do passado, pois o aeroporto foi privatizado por ocasião da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Totalmente reformulado e ampliado, não dá sinais daqueles tempos em que era administrado pelo Estado. A propósito, vale citar a lapidar frase de Friedman: “se colocarem o governo federal para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.”

O Galeão é sem dúvida um dos melhores exemplos da correção de Friedman (certos serviços podem e devem ser delegados aos particulares), além de fazer o retorno/chegada ao Brasil uma experiência tão aprazível como a canção de Tom (ou menos traumática).

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