Nota de Falecimento: Vitrine Indie

Quando eu comecei o Vitrine Indie, anos atrás, eu tinha um objetivo de ajudar a galera que estava criando jogo a divulgar seu conteúdo. Mostrar pra quem não conhecia aqueles jogos que o pessoal tinha menos acesso; e fazer isso com a participação dos próprios desenvolvedores pra dar uma diferenciada.

Eu nunca tive intenção nenhuma de ganhar nada com isso, nem de ficar popular com essa série streamings, mas hoje eu vejo que não dá pra você ajudar ninguém sem ser popular. Meus vídeos do Vitrine tem uma média de 300 views, e entre 15 e 20 pessoas ao vivo (quando não ocorre de ficar 8 ou 9 online, o que não é incomum). Tenho que encarar a realidade: isso não ajuda ninguém.

Quando eu comecei praticamente ninguém fazia isso de falar com os desenvolvedores, e agora diversos outros já fazem exatamente o mesmo, com um público absurdamente maior que os meus 3XX assinantes. É dar murro em ponta de faca.

Isso aqui não é um chororô, é apenas uma justificativa pra todos os que gostam, e para os que procuraram ajudar enquanto o programa ainda estava vivo. Mas infelizmente o objetivo do programa nunca poderia ser cumprido, estaria sempre remando contra a correnteza. Quem REALMENTE sabe promover, editar, e fazer as paradas bombar não perde tempo erguendo um canal como o meu. E sinceramente nem deveria: o foco, como disse de cara limpa, tem que ser divulgar os desenvolvedores da forma mais eficaz possível.

Mas espero que entendam também que se alguém está fazendo esse trabalho de maneira mais eficaz do que eu, não continuarei perdendo meu tempo (que já é escasso nessa fase da minha vida) apenas sendo mais um — sem ressentimentos. Vejam novamente: não é o “meu trabalho”, ou “minha cara” que eu tentei levar pra frente, mas o dos desenvolvedores. Então se tem pessoas fazendo isso melhor não tem por que continuar.

Estaria sendo falso se dissesse que não gostaria que fosse o meu programa que fizesse isso da melhor forma e alcançasse o maior número de pessoas, mas não é e nunca vai ser. Pouco público foi algo que eu tolerei por muito tempo, mas irrelevância é algo que não consigo aceitar, e é algo que se eu continuasse tentando seria inevitável.

Foi bacana enquanto durou, conheci muita gente da hora fazendo o programa, e agradeço novamente a todos que seguiram e ajudaram até aqui. Em especial: @Sur0x que ajuda sempre nos programas; @Unseven que foi o cara do outro lado que mais participou (#GAMERGATE); @Gamesfoda por me hostear mesmo tendo praticamente nada de público ou feedback por lá; e ao @Nopopups (que faz todos os logos), @Oireno e @PamNawi que acompanham todos os meus lixos virtuais.

Eu sei que pra esses últimos três eu ainda devo um programa quando tiverem jogo e farei com certeza, mesmo sabendo que não será uma ajuda como era o alvo inicial, mas como uma confraternização.

E pra todos que acharam ruim, ainda tem o Masoquismo Retrô, esse sim vocês podem acompanhar sabendo que o foco sempre foi o Anti-Sucesso e o lixasso puro — derivativo e morfético.

Fé em Deus e segue em frente!

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.