Ansiedade não é brincadeira. Ela mata.

Estava aqui neste final de tarde de domingo navegando sem rumo pelas redes sociais quando eu li um post da Kell Bonassoli contando sobre uma Carta de Despedida que leu e se emocionou.

Gostaria de citar algumas linhas do texto dela:

Queria muito que fosse uma carta para falar do sofrimento de quem lida com síndromes relacionadas à ansiedade. Queria que fosse um daqueles textos com reviravoltas emocionantes.
Não era. Era real.
Lúcido e articulado, escreveu sobre a sua decisão e se esforçou para deixar muito clara a responsabilidade do ato, para que seus pais, amigos e familiares não sentissem culpa. Aliás, culpa e dor que estavam estampados em cada letra.
https://www.facebook.com/BetterCallKell/posts/239637036387840?pnref=story

Somente quem sofre de Ansiedade e/ou doenças relacionadas (como a Síndrome do Pânico) sabe (ou ao menos consegue imaginar) um pouco do que motivou a esta pessoa a escrever tal carta de despedida e, em seguida, cometer suicídio.

Por mais que você seja da família, melhor amigo e até conviva diariamente no trabalho, dificilmente você vai compreender o que se passa na cabeça de quem vive diariamente com esta doença.

Muitos confundem e acham que isso é bobeira. Que logo logo isso "vai passar". Quando você menos espera acontece uma fatalidade como esta.

É muito importante que amigos e familiares que conheçam alguém que sofra de ansiedade e/ou síndrome do pânico que fique atento. Colabore para a recuperação e ajude-a buscar orientação médica.

Não vou compartilhar a carta ou dizer o nome de quem a escreveu. Ao invés de procurar tal informação, aproveite para meditar e agradecer que você está vivo e tem a oportunidade de viver com quem você gosta e ama.