Porque a automação inteligente aumentará a força de trabalho humano em vez de substituir empregos

iLink Solutions
Apr 5, 2018 · 3 min read

O senso comum diz que o aumento do uso de robôs e outras formas de automação inteligente vão acabar por substituir as pessoas que hoje realizam funções operacionais repetitivas. Mas uma pesquisa encomendada pela Avanade, ouvindo 800 executivos C-Level e tomadores de decisão em TI em variados países, mostra que os líderes globais não pensam assim. A maioria acredita que a automação aumentará a força de trabalho em vez de extinguir empregos. E não só isso: o estudo aponta que 86% dos líderes empresariais globais acreditam que as organizações que comandam devam implantar a automação inteligente se quiserem ser líderes em seu setor.

Para entender porque tantos líderes estratégicos apostam nas máquinas como grandes geradoras (em vez de extintoras) de trabalho, é preciso diferenciar a Automação Inteligente de processos do conceito amplo de Inteligência Artificial. Na prática, máquinas verdadeiramente inteligentes são para um futuro ainda distante. Enquanto diversas formas de automação e aprendizado dos sistemas computacionais são uma mudança estratégica que chama a atenção e interessa os tomadores de decisão na indústria.

A grande questão é o Platô de Produtividade, ou seja, o limite do que as empresas são capazes de realizar hoje, sem o uso de soluções inteligentes de automação. Para aumentar a capacidade dos trabalhadores e superar esse patamar, as organizações precisam oferecer a eles ferramentas para que possam realizar melhor o próprio trabalho.

A Automação Inteligente é uma dessas ferramentas. Máquinas que simulam o aprendizado, a tomada de decisão e as ações dos seres humanos são capazes de utilizar serviços analíticos e cognitivos avançados. São os casos, por exemplo, dos chatbots, ferramentas de atendimento que reconhecem objetos e fala, e fazem o processamento de linguagem natural.

Outra forma é a Automação Robotizada de Processos (RPA — Robotic Process Automation), onde robôs utilizam softwares para fazer o processamento de tarefas manuais que se repetem e acontecem em grande volume. Altamente aplicável, por exemplo, em tarefas que usam dados estruturados, como na solicitação de seguros.

A utilização desses meios de aceleração de processos só torna as empresas mais eficientes e competitivas, e ainda traz uma redução de custos significativa. É o que conseguimos na iLink aplicando uma solução de controle automático de demandas em um grande banco de varejo brasileiro: o resultado foi uma economia de mais de 15 milhões de reais em um ano.

Caminhamos para uma era cada vez mais digital, com esses recursos atuando massivamente em grande parte dos procedimentos mecânicos e análises repetitivas — que atualmente equipes levam muito tempo para fazer. Desta forma, favorecem o crescimento das empresas e a abertura de novas posições para que, aí sim, mais pessoas trabalhem. Uma realidade para 31% das organizações que, no mesmo estudo citado, afirmam que já estão usando Automação Inteligente. E que deve alcançar, até o ano de 2020, 67% das corporações.

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