Martim Moniz, Lisboa – 2016

À espera do autocarro na paragem para ir à igreja vi no eléctrico parado pessoas a subir e descer, turistas. Turista eu, que lugar nenhum me pertence e minha origem desconheço. Porquê? Porque eu sou de lugar nenhum. E ao ver aquelas pessoas que são de lugar algum, invejei-as. Um lar as espera, o cotidiano as aguarda. São do mundo, de um mundo a qual não sou. A sensação de pertencer, não. É um problema meu, íntimo, insano. Porque se aqui estou, daqui pertenço.

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