O Apóstolo de Cristo.

Ian Boato
Ian Boato
Aug 8, 2017 · 4 min read

Deus em sua infinita misericórdia criou o que há de mais humano, belo e misterioso: a mulher.

“Durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Paulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. Juntamente com Simão, Pedro e Tiago, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Nem a Bíblia e nem outra história qualquer conta explicitamente como ou quando Paulo morreu. De acordo com a tradição cristã, Paulo foi decapitado em Roma durante o reino do imperador Nero em meados dos anos 60 na Abadia das Três Fontes. O tratamento mais "humano" dado a Paulo, em contraste com a crucificação invertida de São Pedro, foi graças à sua cidadania romana.”

Pelo menos é o que se conta por aí. Que Paulo foi o discípulo que levou a mensagem de Jesus Cristo por todo o oriente médio e que desbravou Jerusalém levando a mensagem de amor. Paulo também significa “baixo”, “de estatura baixa, delicado”.

Paula deriva de Paulo.

Em primeiro lugar deveríamos ter total consciência de que existem duas coisas que transformam nossas vidas: Deus e o mistério. Sem mistério não conseguimos pensar em Deus e pensar no que há de tão misterioso nos faz crer que há algo por trás deste véu que é Deus.

Deus não tem sexo, Deus não está nem no masculino e nem no feminino. Por estar no plural já nos coloca em nosso mísero lugar de ser humano. Somos um grão de areia em frente a imensidão do mar que é Deus. Porque toda essa volta em torno de Deus? Pra falar de sua mais perfeita criação. A MULHER. A mulher e suas teorias, suas manias, seus sonhos, suas dúvidas, suas angústias mas com todo o frescor de ser a criação mais perfeita de Deus. Tomem conhecimento! A mulher veio a terra para amar. E amar propõe desafios, assim como Paulo enfrentou. Foi aos poucos que colocaram a mulher como ela é. Hoje na sociedade contemporânea em que vivemos a mulher é vista até como mercadoria. Para todos os males existe o HOMEM. Voltemos a mulher.

A mulher que sistematiza. A mulher que dá apoio, e que se necessário produz afeto de sobra. A mulher que dá a mão pra ser beijada mas que usa a mesma mão pra estapear a ofensa. A mulher que quando foragida, protege a cria, alimenta e fere. Que quando está segura, amamenta, costura e se fere. Que chora no banheiro por duvidar de si. Que chora no banheiro quando tem medo, fome, frio e sente dor. Que é mãe, filha, irmã, tia, avó, madrasta, bisavó, que é professora, que é amor, ódio, que é afeto e desafeto. Que dá a luz, traz a vida. Mas que tem o trabalho sujo de tirar a vida também. Que é boa sempre e fiel. Que nem sempre é boa e fiel. Que tem hora marcada. Que desmarca a hora. Que persegue, faz artimanha, bruxaria e roga praga. Que é MÃE. Que põe filho pra dormir e quando vê já se casaram. Que é FILHA. Que chora as lágrimas no travesseiro por achar a que a mãe a odeia. Tem mulher que veio na condição de homem e homem que se transformou em mulher. São mulheres. Mulher é sempre mulher. Tem mulher que é um pouco Paulo, igual ao apóstolo, que recolhe as ofensas mas se rende ao encanto do Pai, se sacrifica e põe sua vida pra salvar a do outro.

Aquele Pai que a gente ouve falar nos livros e nas histórias, o Pai de lá de cima, ele criou todo esse universo. Criou a palavra, a noite e o dia.

Deus foi muito bondoso em dividir conosco um presente tão especial, sensível e mágico.

Mas eu dei várias voltas ao entorno do Pai, falei da mulher mas e Paulo?

Paulo me traz a imagem do homem que se sacrifica diante do povo para que a palavra do Pai siga sempre o rumo. São muitas mulheres para nomear mas escolhi Paula para dizer que são sacrifícios diários de cada mulher viver sob a condição de ser mulher. Escolhi Paula pra falar do que é a força que cada mulher faz pra ser mulher. Isso está em cada Paula espalhada por este planeta. Mesmo que você diga que não é Paula, há sempre uma Paula dentro de cada mulher. De cada criação do Pai. Há sempre uma Paula dentro de cada mulher.

Ian Boato

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Ator, diretor e dramaturgo. Fundador do Coletivo Urbanismos Artísticos e em processo de criação da Trilogia de Ação e Humanismo.

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