Afinal, quem manda em casa?

Pr. Lisânias Moura

Estamos na chamada era pós moderna. E na época pós moderna um dos clichês mais usados é que o que importa é “eu sentir-me bem”, mesmo que o meu sentir bem faça o outro sentir-se mal.

Mas, se este conceito se aplica em casa, estamos numa época de desconstrução da família. Ninguém gosta de submeter-se, especialmente quando o obedecer ou submeter-se nos deixa desconfortáveis. E assim, por causa da cultura pós moderna na qual vivemos o conceito de hierarquia e submissão está destruindo a família, pois, afinal, os filhos ficam sem saber quem manda em casa.

Mas, Deus deu ao marido e pai a responsabilidade final da autoridade no lar. Isto não dá ao homem da casa a liberdade de ser autoritário e insensível com os outros. Pelo contrário, sendo um papel dado por Deus, é responsabilidade do homem exercer este papel permeado por amor, graça e firmeza. Da parte da esposa, enquanto o homem da casa não a incita desobedecer aquilo que é claro nas Escrituras, parte do papel dela como esposa e mãe é seguir as orientações do marido. Isto não torna a mulher subserviente do marido. Não, o marido sábio ouvirá as ponderações e contribuições da esposa, pois ela foi dada por Deus como uma auxiliadora e parceira. Mas, se o marido discorda, é o desafio da esposa entregar o marido na mão de Deus e deixar que Deus mude ou não a vontade do marido.

E os filhos? Sim, os filhos precisam obedecer aos pais. Os filhos precisam ver no pai a figura de autoridade, também seguida pela mãe. E quando o filho ouve um não do pai, ele não pode ir à mãe para tentar uma palavra diferente da trazida pelo pai. Nem neste momento, a mãe, para ser boazinha com o filho, deve contrariar o que o pai disse. Ela pode até discordar do que o marido disse, mas nunca discutir a ordem do marido na frente do filho. Do contrário os filhos saberão como manipular os pais. A mesma dinâmica também se aplica quando a mãe dá uma ordem e o filho vai ao pai para tentar o pai dar uma ordem diferente da ordem dada pela mãe. Mais uma vez, os pais precisam ser parceiros e não adversários e assim não se deixarão manipular pelos filhos. Este comportamento gera segurança nos filhos pois compreenderão quem manda na casa e fica claro que quem manda não são os filhos.

O que está atrás deste modelo? A própria Trindade é o modelo. Jesus veio para fazer a vontade do Pai e o Espírito Santo para glorificar o Filho e o Pai. E nem por isto na Trindade um dos membros se sente inferior em seus papéis ou no valor de cada um.

Quando então, o contexto de hierarquia em casa precisa ser reconstruído, a família inteira precisa se reunir e admitir falhas e promover uma reconstrução. Isto é por amor entre o casal e por amor aos filhos. Afinal, Deus estabeleceu uma hierarquia no lar. Quando esta hierarquia funciona, como fruto de Espírito, não existe autoritarismo, mas harmonia.

Por isso, o pai , na dependência do Espírito Santo , precisa assumir seu papel, bem como a mãe e sobre tudo os filhos. Ninguém consegue viver esta hierarquia no próprio poder. Assim, queridos pais, busquemos em Deus o poder para que fique bem claro quem manda casa.

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