Como seguir com a vida, após perder alguém que se ama?

Essa é a essência de American Virgin #5. Steven T. Seagle nos coloca no dia do funeral de Cassie, e como Adam está aguentando tudo. E ele não está bem.
Está furioso, e descontando sua raiva em todos. Seus pais e seus primos são os que mais pagam o preço. E o mais interessante, é perceber que Adam não está apenas com raiva, ele também está confuso.
Mérito de Seagle, que consegue criar diálogos que mostram isso. A confusão é nítida, quando está com os pais, critica Deus, e parece que perdeu sua fé. Mas quando vê os primos assistindo pornografia, fala que eles são pecadores perante Deus.
Seagle deixa Adam humano, mostra o quão frágil ele ficou após a perda de Cassie, e como ele não está conseguindo seguir com sua vida.
Becky Cloonan não comete nenhum erro grave.

Sua noção de anatomia melhorou muito. Em apenas um momento ela faz um desenho que muda a estatura de Adam, mas esse erro acaba passando despercebido, devido a distância que ele está da “câmera”.
Suas expressões sua muito exageradas. O que fica bem claro nos momentos que os personagens estão de boca a aberta, a abertura é muito grande. Ou quando o irmão de Adam está rangendo os dentes, parece ter muito dentes e ele parecem enormes. Mas é muito melhor que as expressões sejam exageradas, do que inexistentes.
A paleta de cores de Brian Miller é ruim. Ele deveria ter mudado seu estilo de colorização para algo mais sombrio, para mostrar, graficamente, como a história é triste.
A capa de Joshua Middleton consegue mostrar a essência da história, que é Adam não conseguindo seguir com sua vida, pois ainda pensa muito em Cassie.

PS: Para ler a crítica sem spoilers clique aqui. Link original da imagem Spoiler Alert aqui.
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