Roteiro: Steven T. Seagle
Desenho: Becky Cloonan
Arte-Final: Ryan Kelly
Cores: Brian Miller
Capa: Joshua Middleton
Steven T. Seagle não consegue fazer de Adam o grande orador que ele tenta.

O discurso de Adam não agrega nada de novo, suas palavras convencem aqueles que estão “em cima do muro”, mas falham em converter aqueles que já possuem uma ideia mais fixa na cabeça.
Na escrita de Seagle, Adam acaba sendo apenas um orador comum. Logo, quando ele coloca o momento de Alex Alexis chorando, e falando que o discurso a tocou, a sensação de que fica é que Alexis, na verdade, não era uma pessoa muito convicta, apesar da imagem que tentava passar.
Assim como a fala do agente chamando Adam de “superman” e dizendo que ele tem um poder, não convence de que o personagem é realmente, tudo isso. Seagle tenta criar uma grande imagem para Adam, mas falha, pois sua escrita não é suficientemente convincente.
Irregularidade. Essa é a marca dos desenhos de Becky Cloonan.

O que fica bastante claro em uma cena que Deacon está se barbeando, e existe um close na cara dele. Sua expressão está muito bem desenhada, mas a da foto, atrás dele, está horrível.
O grande mérito da arte-final de Ryan Kelly é diminuir, drasticamente, as olheiras de Adam. O desenho funciona muito melhor sem elas.
Brian Miller faz seu melhor trabalho na série. Dois momentos merecem destaque. O discurso de Adam, onde Miller coloca bastante luz e “brilho” nos quadros, fazendo o que o roteiro não conseguiu, que foi fazer Adam se destacar e brilhar.
E o segundo momento, é quando o agente fala que tem uma comissão de 20%. Miller usa o estilo de colorização, que utiliza em cenas de briga (fundo vermelho, e personagens monocromáticos), o que é genial. Pois mostra que isso é uma agressão, e mostra que o agente é mais perigoso do que parece.

PS: Para ler a crítica sem spoilers clique aqui. Link original da imagem Spoiler Alert aqui.
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