Apresentação
O que é o blog? Quem sou eu?
Este "blog" (não sei se o Medium se encaixa na categoria de blog), é a parte prática do meu Trabalho de Conclusão de Curso — TCC. Ele é o resultado de quase um ano de pesquisa e Fundamentação Teórica.
Aqui serão publicadas críticas, diárias, sobre as diversas obras publicadas pelo selo Vertigo Comics, um braço da editora DC Entertainment.
Por que a Vertigo? Porque, como estou sozinho nessa empreitada, seria impossível resenhar as outras editoras, devido a quantidade de revistas publicadas por elas.
Ao final do ano, caso meu TCC seja aprovado (partes teórica + prática), eu, Giovani Izidório Cesconetto estarei formado em Comunicação Social — Jornalismo. Resumindo, serei um jornalista com diploma.
Leitor de quadrinhos a exatos 10 anos, encontrei na Vertigo minha paixão. Com histórias que fogem do dia-a-dia dos super-heróis e agregam um algo mais. Principalmente em qualidade.
Para fechar este primeiro post, vou deixar aqui quatro TOP 5.
1- Transmetropolitan; Uma série que diz verdades, sem meias palavras, com um linguagem bastante ácida, Warren Ellis consegue abrir "as entranhas" da sociedade e nos mostrar o que está podre, de uma forma extremamente bem humorada.
2- Sandman; Neil Gaiman é um gênio escrevendo, todos os seus livros e contos são muito bons de se ler, e Sandman é isso, todas as histórias são muito bem escritas e gostosas de ler.
3- V fo Vendetta; Anarquia, foi a série que me fez rever todos os meus conceitos políticos, e chegar a conclusão de que eu quero me representar, não quero votar em alguém para fazer isso, e nem quero ter de representar outra pessoa, além de ter sido umas das séries que mais mudaram os quadrinhos, tendo uma edição que não possui falas.
4- Preacher; Polêmica, faz o que eu gostaria de fazer, questionar Deus de o porque do mundo estar como está; escrita de uma maneira extremamente ácida e suja, e que consegue questionar a religião, sem partir para a ofensa.
5- Y: The Last Man; Diálogos, Y mostra a capacidade de Brian K. Vaughan para escrever diálogos, existem páginas e páginas que "nada" acontece, mas que são deliciosas de ler por causa disso; aliado ao fato de pegar um tema mega controverso e não ser machista, pelo contrário, de vez em quando ela até parece feminista.
1- V (V for Vendetta, criado por Alan Moore e David Lloyd); Muito mais do que um personagem, ele é uma ideia, e uma ideia apaixonante, ela é culta, ela é extrovertida, ela é forte, ela questiona e ela é indestrutível.
2- Morte (Sandman, criada por Neil Gaiman e Mike Dringenberg); Quebra de paradigmas, é isso que essa Morte é, não é uma caveira de capuz e foice, e sim uma jovem entre 15 e 18 anos, com roupas góticas que gosta de se divertir, e se preocupa com seus irmãos; além de entender qual é o preço do seu serviço.
3- Spider Jerusalem (Transmetropolitan, criado por Warren Ellis e Darrick Robertson); Se existe alguma razão pela qual cheguei até o fim do curso de jornalismo, essa razão se chama Spider Jerusalém, um jornalista que não possui medo, fala a verdade, custe o que custar, doa a quem doer; sabe que o jornalismo é uma arma.
4- Jesse Custer (Preacher, criado por Garth Ennis e Steve Dillon); Um cara que apesar do "super poder" prefere resolver tudo na boa e velha porrada, extremamente íntegro, Jesse Custer quer chegar na cara de Deus e perguntar o por que dele ter nos abandonado; e um cara extremamente apaixonado por sua namorada Tulipa.
5- Isabelle “Dizzy” Cordova — aka “The Girl” (100 Bullets, criada por Brian Azzarello e Eduardo Risso); Evolução de personagem, ao longo das 100 edições de 100 Balas — ela não aparece em todas — Dizzy deixa de ser uma ex-presidiária chorona e raivosa, para ser uma das mulheres mais fortes da história dos quadrinhos.
1- Alan Moore; Revolucionou toda a indústria do quadrinhos, tanto na maneira como se contava histórias, como quais eram as histórias, deu uma profundidade inéditas para as revistas e os personagens.
2- Neil Gaiman; Excepcional escritor que conseguiu trazer um nível de sensibilidade enorme para os quadrinhos, suas histórias possuem um ritmo de prosa, não de quadrinhos, ajudou a mudar a indústria.
3- Warren Ellis; Com uma escrita bastante ácida, Ellis escreve ficção científica, com conceitos matemáticos absurdos, mas que qualquer um consegue entender, também revolucionou a indústria, fazendo com que os quadrinhos voltassem a ter histórias, o que foi esquecido na década de 1990.
4- Grant Morrison; Criador de vários títulos, Morrison sempre conseguiu criar histórias bastante envolventes, o que surpreende, devido a complexidade de seus textos.
5- Garth Ennis; Um escritor que não teve medo de questionar, de maneira incisiva, Deus; com uma série que poderia facilmente descambar para a ofensa gratuita, Ennis se mantém imparcial o tempo todo.
1- Dave McKean; Capista de todas as séries da Vertigo no seu começo, e ajudou a criar todo o estilo visual do selo.
2- Eduardo Risso; Dono de um traço inconfundível, sabe usar o nanquim para criar claro e escuro de uma maneira que nenhum outro artista consegue.
3- Darrick Robertson; Um bom desenhista, mas que é bastante criativo com suas criações, todas as suas séries e personagens tem elementos visuais criados por ele.
4- Frank Quitely; Com um desenho extremamente rico em detalhes, suas páginas são obras de arte, não apenas por seus desenhos, mas também por suas diagramações.
5- Dave Gibbons; Um dos poucos desenhistas que consegue desenhar todas as ações e cenários com maestria; cenas de ação, cenas paradas, carros, pessoas, expressões, casas, prédios, motos, enfim, não possui nenhum "ponto fraco".
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