Críticas: Cinco
Hellblazer (Constantine)
Escritor: Garth Ennis / Artista: Steve Dillon / Colorista: Tom Ziuko / Capitsa: Glenn Fabry
Uma história divertida e despretensiosa. Garth Ennis escreve o aniversário de John Constantine, o mago inglês está fazendo 40 anos. Kit viajou e Chas tem que trabalhar, logo, Constantine está sozinho e deprimido. Ao chegar na casa da Kit (que é sua também) encontra o Lord of the Dance e alguns amigos. A entidade devia uma para o mago (como mostrado na edição #49) e resolve pagar sua dívida dessa maneira. A revista é muito legal, e com diversos personagens sendo muito bem caracterizados. O desejo de feliz aniversário do Vingador Vantasma (The Phantom Stranger) é um dos melhores. E a aparição do Monstro do Pântano (Swamp Thing) também merece aplausos.
A arte é do Steve Dillon, logo todos os rostos são iguais. Mas esse é o único problema. Como a revista é leve, sem escuridão e magia "sinistras" seu traço mais limpo e desenhos mais claros funcionam bem.
Escritor: Garth Ennis / Artista: Steve Dillon / Colorista: Tom Ziuko / Capitsa: Glenn Fabry
Essa edição é estranha, ela tem vários pontos legais, mas em momento algum empolga. Os questionamentos do Gabriel (sim, o arcanjo) são muito legais, ele achando uma confidente também é bacana, e a última página deixa um cliffhanger irado. Mas entre o começo e o fim, tem um diálogo muito longo e chato do John Constantine com alguns amigos em um pub, e é essa parte que torna a revista fraca, apesar dos outros acontecimentos.
Steve Dillon é o artista, e acho que não tenho muito mais o que dizer. Apenas posso dizer que ele mantém seu estilo de desenhar.
Escritor: Garth Ennis / Artista: Steve Dillon / Colorista: Tom Ziuko / Capitsa: Glenn Fabry
Novamente, coisas interessante que não empolgam. Kit mostrando que é fodona e conseguindo se proteger (confesso que fiquei com um pouco de dó do cara que levou uma facada no pênis). A confidente do Gabriel mostrando humanidade para ele (através de um beijo). E o Constantine sendo capturado e se preocupando com a Kit. O problema é que os diálogos são muito chatos. A leitura não flui bem.
Steve Dillon… Mas tenho que fazer um elogio, a maneira com que desenha o rosto do Dez após as torturas é assustador. É uma cena bastante violenta.
Escritor: Garth Ennis / Artista: Steve Dillon / Colorista: Tom Ziuko / Capitsa: Glenn Fabry
Ainda acho que a edição foi mal escrita, mas tem tanta coisa boa que acontece que não tem como dizer que a revista é ruim. Primeiro, a confidente de Gabriel revala-se como Chantinelle (e como ela faz isso? Arrancando seu coração enquanto transam). Depois, temos o arcanjo sendo expulso do céu por Deus. Descobrimos, então, que tudo foi um plano do Constatine, para que ele pudesse ter o coração do Gabriel. Para finalizar, temos a primeira briga, e o primeiro sinal de que a relação entre o John e a Kit não vai muito bem. O problema da edição é que não consegue convencer que o mago fez tudo isso apenas por proteção, espero que em alguma edição o Gabriel venha a ser útil, caso contrário, o arco vai ter sido uma pequena perda de tempo.
Steve Dillon… Tom Ziuko até tenta melhorar a arte, mudando seu estilo de colorização em algumas páginas (uma tentativa de tornar tudo mais misterioso/sombrio), mas sem desenhos bons, não havia muito o que ele podia fazer.
Escritor: Garth Ennis / Artista: Steve Dillon / Colorista: Tom Ziuko / Capitsa: Glenn Fabry
A história de Garth Ennis é a continuação direta das edições anteriores. Com o final do relacionamento entre Kit e John, pois ele não conseguiu manter sua promessa de manter suas merdas longe dela. A briga entre os dois é muito bem escrita, a maneira com que os dois se magoam ao término da relação, é muito real. Então seguimos Constantine por sua estrada de raiva e bebedeira, pode até parecer desproporcional o quão puto ele está, mas o final da edição mostra que suas agressões e seu comportamento não são exagerados. Pois, na última página, sabemos que John se culpa pelo término, mas não por não ter mantidos as merdas longe, e sim por não ter conseguido dizer a Kit que a amava.
Nessa edição a arte do Steve Dillon é boa (sim, os rostos continuam todos iguais, mas enfim…), seus desenhos são expressivos, o que faz com que ele desenhe vários closes, que é algo muito positivo. Afinal, a edição é sobre sentimentos, e sentimentos são expressos pelo rosto e pelos olhos.
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