Críticas: Três
The Private Eye / Hellblazer
The Private Eye #07 (Independente)
Escritor: Brian K. Vaughan / Artista: Marcos Martin / Colorista: Muntsa Vicente / Capistas: Martin e Vicente
The Private Eye é um excelente quadrinho. Tem ação, mistério, humor e uma premissa "absurda". Além de um roteirista espetacular escrevendo. A edição continua a investigação do P.I e da Raveena McGill, para descobrir quem matou a sua irmã (Taj McGill). E eles acham uma pista, um iPad (que não funciona mais, pois estão no ano de 2076). Após um tiroteio, os dois chegam na casa do Gramps e pedem para ele fazer o iPad funcionar (afinal, ele é o único que sabe o que aquilo é), porém, o "vovô" não é nenhum especialista em informática, como ele próprio diz: "só porque eu tenho um iPad, não quer dizer que eu saiba como hackeá-lo". Dizer a história não a torna atrativa, o que a torna tão boa, é a qualidade dos diálogos do BKV. Talvez ele seja o melhor roteirista da indústria, nesse quesito.
Marcos Martin faz um trabalho excelente com a arte. Eles vivem em um mundo muito estranho (por exemplo, não existe internet), então seus desenhos, que também são estranhos, combinam perfeitamente com a essência da série.
Escritor: Garth Ennis / Artista: William Simpson / Colorista: Tom Ziuko
A edição tem muitas coisas legais, por exemplo, mostrar como o John Constantine se porta perante figuras mais fortes do que ele. Quando se encontra com o The King of the Vampires ele pensa: "não mostre para o bastardo que você está apavorado". E acende um cigarro, mais do que um vício, é um mecanismo de defesa dele, algo que ele faz para parecer confiante, mesmo que esteja com medo. Além disso, as conexões criadas por Garth Ennis entre o Constantine e o Rei são muito boas. Mas a revista é chata, com muito mais páginas que o comum (edição comemorativa), a história se torna arrastada.
A arte de William Simpson me incomoda, mas de um jeito bom. Durante a maior parte da revista, seus personagens parecem vultos e sombras (não pessoas), o que é perfeito para o que a edição pede, e para o que é a série. Mérito, também, do excelente trabalho de colorização feito por Tom Ziuko. Toda a parte artística da revista beira a perfeição.
Escritor: John Smith / Artista e Capista: Sean Phillips / Colorista: Tom Ziuko
Uma história simples, envolvendo mistério e terror, mas que é simplesmente espetacular. John Smith escreve uma história de mistério, com partes iguais de violência, bizarrice e possessões demoníacas. Tudo isso dentro de uma lavanderia. É uma aula de como se escrever o personagem, do começo ao fim da edição.
Sean Phillips consegue acompanhar o nível do roteiro (mesmo que fique um pouco abaixo, se fosse uma maratona o roteiro cruzaria a linha de chegada uns 10 segundos na frente). Sua arte é suja, escura, seus personagens possuem expressões e todos os desenhos tem algum aspecto bizarro.
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