Death is Eternal #02

Mais uma semana se passou, e estou começando a achar que esta coluna/newsletter vai realmente ser fixada na segunda-feira. Faz tanto sentido quanto no domingo, mas não sei ainda. Um dia eu decido, ou não.


Real Madrid e Barcelona se enfrentaram no último sábado (02/04/2016) no Camp Nou (então o correto seria Barça x Real, mas foda-se) com vitória do time merengue por 2x1, de virada e com um a menos. Eu, como torcedor do Real Madrid*, fiquei extremamente contente com o resultado.

O jogo foi bastante tático, fazia muito tempo que não via um clássico tão amarrado quanto este. Os dois times seguiram a risca o que seus técnicos haviam mandado, os trios (BBC e MSN) pouco apareceram, e isso fez com que o jogo não fosse emocionante do ponto de vista técnico. Lances plásticos faltaram, mas do ponto de vista tático, de ocupação de espaço, de congestionamento, de agrupamento de linhas, ele foi muito bonito.

O juiz teve uma atuação desastrosa, não só por não ter expulsado o Sergio Ramos mais cedo, como também por ter anulado um gol legítimo do Gareth Bale.

O gol do Barcelona nasce de uma falha do Pepe, e eu achei que aquilo marcaria o começo de uma goleada. Pareceu que assim que o Real Madrid saísse para buscar o gol de empate sobraria espaço para o "MSN" deitar e rolar. Não foi isso que aconteceu, o Real Madrid conseguiu sair da defesa sem perder a solidez defensiva. No final o 2x1 foi justo, muito embora o 3x1 também não tivesse sido tão injusto assim.

¡HALA MADRID!


O Instagram, assim como seu dono (Facebook), decidiu que era uma boa deixar as pessoas vendo apenas as fotos que um algoritmo decida que a pessoa vai mais gostar. E isso é uma ideia de bosta.

O grande problema desta mudança é que ela cria uma bolha, ela faz com que as pessoas só vejam aquilo que elas já veem constantantemente. O algoritmo mata a pluralidade de ideias. Eu não quero ver só aquilo que mais me agrada, muito embora eu já tenha feito isso ao escolher quem seguir, eu quero ver tudo. Tudo na vida possui dois lados, não quero que um robô me cegue para apenas um dos lados.

Um dos motivos do mundo estar tão intolerante são ideias como essa, as pessoas precisam aprender a conviver com ideias diferentes. E não é escolhendo o conteúdo que a pessoa vai ver que ela vai ter contato com o diferente. Especialmente porque o algoritmo calcula aquilo que a pessoa tem mais chance de gostar. E pessoas tem mais chance de gostar de coisas que elas já gostam, do que de coisas que elas não gostam e/ou desconhecem.

Pluralidade não é algo que deveria ser matado, é algo que deveria ser incentivado. Pena que as redes sociais não achem isso.


Uma coisa que eu percebi esses dias é como aconteceu uma mudança de paradigma muito grande na sociedade, especialmente na internet, sobre o compartilhamento de informações de cunho pessoal.

Antigamente as pessoas faziam de tudo para manter a sua vida como sua, tanto que mesmo as que mantinham um diário o deixavam escondido e trancado. Ninguém queria que o outro lesse o que escrevia, hoje em dia acontece exatamente o oposto.

Atualmente as pessoas querem que as outras saibam de suas vidas. Blogs, postagens no Facebook, Instagram e Twitter são o compartilhamento do que se escrevia em segredo no diário. Com a diferença que hoje a raiva da pessoa se faz presente se as outras não leem/comentam/interagem com o que ela postou.

Curioso.


Terminei a quarta temporada de House of Cards na semana passada, mas não falei nada aqui para evitar spoilers. Acho que eles já estão liberados, não é?

Não? Bom, pena. Terei que ser superficial em minha análise então.

A temporada foi excelente, foi uma volta da série ao seu mais alto nível (achei a terceira temporada uma merda). Gosto muito de quando o Frank Underwood consegue manipular a tudo e a todos. Ele é um grande de um filho da puta, mas eu quero que ele consiga tudo o que quer. É uma loucura isso, talvez por isso eu goste tanto da série. Ela me faz torcer pelo vilão sem peso na consciência.

Só acho que o final é menos impactante do que parece, especialmente a parte do jornal. É muito fácil para o Frank conseguir acabar com toda a credibilidade da matéria, e achei que mandaram muito mal em mostrar aquilo como uma grande ameaça. Eu conseguiria me livrar de todas as acusações, como pessoas muito mais espertas do que eu não conseguiram?

A temporada é fantástica, o final é apenas bom. Que venha a quinta temporada, aguardo por ela de forma ansiosa.


Meu livro está quase pronto. Hoje escrevi o décimo-primeiro capítulo (em um total de quatorze), quinta-feira terminarei de escrevê-lo. Depois disso é só ler para revisar, arrumar os erros e registrá-lo na Biblioteca Nacional. Depois disso mando para editoras e torço.

Não estou gostando muito dele, na verdade tenho sentimentos conflitantes. Estou gostando da escrita, acho que ele vai ser bem gostoso de ler, e por ser curto talvez em uma sentada muitas pessoas consigam lê-lo de fato. Mas, por outro lado, a história está extremamente clichê. Achei que conseguiria inovar, mas não consegui. Deveria ter mantido ele como um conto, não como um romance. Agora já era, lição aprendida.


*Eu torço apenas para o time espanhol, nenhum time brasileiro tem nível técnico/institucional suficiente para merecer minha torcida. Me julguem.


Comportem-se até a próxima semana, ou não. Foda-se, façam o que acharem melhor. Só não me culpem depois se der merda.