Game of Thrones #04

#SomosTodosAnoes


O episódio The Laws of Gods and Men (4x06) beirou a perfeição. Ponto. Parágrafo.

Mas só beirou. Porque, muito embora, a segunda meia hora tenha sido sublime, a primeira evidenciou que a divisão do terceiro livro, para se fazer duas temporadas, foi mal feita.

Stannis Baratheon e Davos Seaworth chegam em Braavos para pedir um empréstimo ao Banco de Ferro (o que até acontece no livro, mas de um forma bem diferente). O que é uma atitude bastante inteligente do pretendente ao trono e sua "mão".

O que me incomodou, foi o fato dos "banqueiros" terem uma posição de só acreditar em números (coisas objetivas) e não em palavras (que são subjetivas). Mas, só porque o Davos mostrou sua mão sem pedaços dos dedos, os "banqueiros" mudaram de ideia.

Então para que fazer o discurso de acreditar na objetividade? Mostrar os dedos cortados é uma prova de extrema subjetividade. Mostra que Stannis sempre paga suas dívidas? Os Lannisters são conhecidos por isso também.

Não fez sentido a maneira como eles conseguem o empréstimo, foi um deus ex machina ruim.

Ainda distante dos Sete Reinos, temos Daenerys Targaryen aprendendo a ser uma rainha. E uma prova de que a divisão do livro foi mal feita. No "original" o pastor não leva um corpo de bode para ela, embora fosse o que ela esperava (pois era comum os dragões atacarem os animais para se alimentarem). Ele leva outra coisa, algo que choca ela (não vou falar, pois isso ainda precisa acontecer) e muda muita coisa.

Eu considero essa mudança uma enrolação.

E, finalmente, temos Hizdahr zo Loraq. Gostei da sua primeira aparição, embora seja (bem) diferente do livro, a alteração é bem feita. Principalmente sabendo o que ele ainda vai fazer. Vai ser interessante ver como tudo vai se desenvolver.

Voltando aos Sete Reinos…

Incrível como eles conseguem, em um mesmo episódio, fazer algo absurdamente foda. E algo, simplesmente, pavoroso. A tentativa de resgate do Theon foi um grande momento de vergonha alheia. Muita coisa não faz sentido.

É tanta coisa errada que não sei nem por onde começar…

O resgate não deveria ter acontecido (esse momento só existe para enrolar, pois a divisão foi mal feita e eles não tinham história suficiente para uma temporada inteira). O, sádico/maluco, Ramsay Snow não deveria ter deixado eles fugirem. Cade o Roose Bolton? Ou querem que eu acredite que ele não acordou com soldados correndo e gritando?

O negócio é tão ruim que eu poderia escrever uma monografia sobre isso, mas não vou me alongar.

Chegamos a Porto Real. E ao julgamento do Tyrion Lannister. E, puta que o pariu, que julgamento. O esmero com que fizeram, desde os flashbacks no começo — mostrando os inimigos que o Tyrion fez —, até o momento em que ele explode…

Tudo nesse julgamento é perfeito. Principalmente os detalhes. São os "pequenos" detalhes que, para mim, fizeram com que esse momento fosse tão espetacular.

Varys falando que não se esquece de nada. Oberyn Martell sendo o único juíz imparcial. Tywin Lannister cometendo seu único erro…

E, tudo isso, coroado com uma atuação magistral do Peter Dinklage.

Só tenho uma coisa para dizer: #SomosTodosAnoes

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