Mas e aí, gostei ou não?

Este texto é uma continuação direta deste daqui: Aniversário, praia, uma vida diferente, leiam primeiro ele e depois voltem aqui.


Eu gostei. Eu gostei bastante diga-se de passagem. Mas tenho certeza que não repetiria a dose. Então como posso ter gostado? Como tenho a coragem de dizer que gostei muito se não pretendo repetir? Muito simples, eu sou uma pessoa muito chata.

É verdade, eu sou muito chato. Pergunte para qualquer um que realmente me conhece, e você que realmente me conhece nem precisa perguntar, você sabe que isso é verdade. Eu sou ranziza, tenho convicções gostos que a maioria acha um absurdo (quem abomina praia mais do que tudo no mundo? Quem odeia viajar, e ama ficar em casa?) e me agradar é de uma complexidade tão grande quanto achar a cura para a imortalidade (talvez um pouco menos difícil, mas bem pouco).

Sendo assim, quando eu gosto de uma experiência é porque um pequeno milagre aconteceu, quer dizer que uma coisa única se fez presente no momento em que estive vivenciando a experiência. O universo precisa se alinhar de determinada forma para que eu goste de fazer algo fora de casa, e isso é extremamente raro de acontecer. Por isso não quero repetir a experiência, porque qualquer pequena coisa que for mudada no que vivi vai me fazer odiar.

Por exemplo: se eu tivesse que deixar minha posição embaixo do ventilador teria odiado a experiência, se tivesse passado mais tempo na praia teria odiado a experiência, se a água da piscina estivesse um pouco mais quente (ou gelada) teria odiado a experiência, se as pessoas tivessem ficado acordadas até um pouco mais tarde eu teria odiado a experiência…

São muitas variáveis que de algum jeito mágico se apresentaram de forma perfeita para a minha opinião e apreciação, e isos não vai mais acontecer. Ou, se for se repetir, vai demorar muito tempo e muitas novas tentativas. Por isso prefiro ficar com a primeira, ela foi excelente, não preciso tentar de novo e me decepcionar. Se a primeira impressão foi assim tão boa, para que arriscar estragá-la?

Levarei o final de semana na minha memória para sempre, e para sempre ela será uma das mais felizes que eu tenho, então não faz sentido ter uma experiência que a estrague. Pois uma nova tentativa de ir para a praia com a galera, que acabe sendo ruim, vai estragar a que eu considero boa. Afinal, vai ser justo me questionar se eu gostei tanto assim da primeira, sendo que a sgeunda foi tão bosta.

Eu gostei muito da experiência, mas pretendo nunca mais repeti-la.


PS: Também não pretendo repetir porque a quantidade de coisas que se acumulam é grande demais, já se vão quatro dias desde que voltei e ainda não consegui ler tudo o que tenho para ler, nem ver tudo o que tenho para ver. Odeio perder o meu cronograma semanal de leituras e série.

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