Relatividade geral do tempo

Em Física, a relatividade geral é a generalização da Teoria da gravitação de Newton, publicada em 1915 por Albert Einstein. A nova teoria leva em consideração as ideias descobertas na Relatividade restrita sobre o espaço e o tempo e propõe a generalização do princípio da relatividade do movimento para sistemas que incluam campos gravitacionais. Esta generalização tem implicações profundas no nosso conhecimento do espaço-tempo, levando, entre outras conclusões, a de que a matéria (energia) curva o espaço e o tempo à sua volta. Isto é, a gravitação é um efeito da geometria do espaço-tempo.*
Einstein, que físico!

Obviamente não é sobre a Relatividade Geral que eu quero falar neste post, muito menos a teoria do assunto. A verdade é que o texto de hoje cabia em apenas um parágrafo, então senti necessidade de torná-lo maior. Não sei porque achei que ele deveria ser maior do que apenas um parágrafo, talvez por eu gostar de textos maiores quando comparados a menores. Enfim…

O tempo é algo engraçado. Como o próprio Albert Einstein previu, e que veio a se confirmar anos mais tarde, o tempo é relativo. Mas acho que não precisamos ir tão longe, nem pegar tão pesado (hãn? Sacaram, pesado, gravidade… hãn? hãn?) para explicar a relatividade do tempo. Existem maneiras muito mais simples de mostrar como o tempo corre de maneira diferente dependendo do ponto de vista. Um dos jeitos é essa brilhante tirinha do Um Sábado Qualquer:

302- Einstein 4 / Crédito: Carlos Ruas

Mas existe uma outra forma de ver a relatividade do tempo. Talvez seja apenas comigo, talvez seja uma loucura só minha, e eu acho que existe muito disso em minha vida, mas acredito que mais pessoas partilham do mesmo sentimento. Muitas vezes uma coisa que fiz no começo de uma semana, ou até mesmo apenas alguns meses atrás parecem ser atividades realizadas há muito tempo, a ponto de ser um pouco chocante descobrir que faz tão pouco tempo que fiz aquilo. Enquanto, por outro lado, algumas memórias que parecem tão próximas, parecem tão atuais e presentes, já estão completando uma década de vida.

O tempo é relativo e a memória não é confiável, curioso, interessante e perigoso.


*Wikipédia, claro,

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