Roteiro: Grant Morrison
Desenhos: Chris Weston
Arte-Final: Gary Erskine
Cores: Matt Hollingsworth
Capa: Carlos Segura

Essa é a pergunta que permeia toda a leitura de The Filth #1.
Grant Morrison cria uma história que bastante confusa, que é o normal para suas histórias #1, e que ao mesmo tempo, é muito envolvente e não afasta o leitor. The Filth #1 cativa o leitor, faz ele querer saber o que vai acontecer.
Isso graças ao excelente uso do recurso de deixar o personagem principal tão perdido quanto o leitor. Isso gera empatia, e ganha o leitor.
Embora não se saiba o que vai acontecer, Morrison já deixa algumas pistas — ou pelo menos deixa alguns elementos onde se pode teorizar — o que vai acontecer.

Baseando-se nas páginas inicias, onde Greg — ou Slade — é observado por câmeras de segurança e trânsito, e no final, onde alguém está observando, é possível pensar que The Filth vá tratar do fato de estarmos sendo observados, um conceito já visto no livro 1984 de George Orwell.
Também é possível pensar que a série vai tratar como as grandes corporações de mídia nos influenciam, visto a referência ao Mickey quando Gregg está sendo observado por uma câmera.
Além disso, vale teorizar que The Filth também vá tratar da perda de identidade, e como, ao sairmos do sistema, realmente nos encontramos.
São muitas teorias. E o que é mais divertido, tratando-se de Grant Morrison, todas podem ser completamente erradas, ou completamente certas. Pois as obras do autor são marcadas pelos vários níveis de entendimento.

PS: Para ler a crítica sem spoilers clique aqui. Link original da imagem Spoiler Alert aqui.
Email me when Giovani I Cesconetto publishes or recommends stories
