The Filth #1

Crítica com spoilers


The Filth #1

Agosto de 2002



Nota: 8 de 8

O que está acontecendo aqui?

O que está acontecendo nessa revista?

Essa é a pergunta que permeia toda a leitura de The Filth #1.

Grant Morrison cria uma história que bastante confusa, que é o normal para suas histórias #1, e que ao mesmo tempo, é muito envolvente e não afasta o leitor. The Filth #1 cativa o leitor, faz ele querer saber o que vai acontecer.

Isso graças ao excelente uso do recurso de deixar o personagem principal tão perdido quanto o leitor. Isso gera empatia, e ganha o leitor.

Embora não se saiba o que vai acontecer, Morrison já deixa algumas pistas — ou pelo menos deixa alguns elementos onde se pode teorizar — o que vai acontecer.

Mickey, é você?

Baseando-se nas páginas inicias, onde Greg — ou Slade — é observado por câmeras de segurança e trânsito, e no final, onde alguém está observando, é possível pensar que The Filth vá tratar do fato de estarmos sendo observados, um conceito já visto no livro 1984 de George Orwell.

Também é possível pensar que a série vai tratar como as grandes corporações de mídia nos influenciam, visto a referência ao Mickey quando Gregg está sendo observado por uma câmera.

Além disso, vale teorizar que The Filth também vá tratar da perda de identidade, e como, ao sairmos do sistema, realmente nos encontramos.

São muitas teorias. E o que é mais divertido, tratando-se de Grant Morrison, todas podem ser completamente erradas, ou completamente certas. Pois as obras do autor são marcadas pelos vários níveis de entendimento.

Somos todos observados?

PS: Para ler a crítica sem spoilers clique aqui. Link original da imagem Spoiler Alert aqui.

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