Trillium #3

Crítica sem spoilers


Trillium #3 (Chapter 3: Telemetry)

Outubro de 2013


Roteiro, arte e capa: Jeff Lemire

Cores: Jeff Lemire e José Villarrubia


Nota: 6 de 8

Depois de duas edições muito boas Trillium #3 é uma decepção.

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Jeff Lemire faz dessa terceira edição uma preparação dos grandes eventos que estão por vir nas próximas edições.

Sua narrativa divide-se em dois momentos. Passado e futuro. Embora os personagens principais de cada era, tenham objetivos principais diferentes. Essa divisão é muito boa, e ajuda a melhorar a qualidade da revista.

Isso porque, as sequências no futuro são um pouco arrastadas e um pouco chatas, enquanto as do passado são boas.

Os diálogos da sequência no futuro são ruins, e esse é o principal motivo pelo qual essa parte é chata.

Lemire — pela primeira vez em uma obra sua — não constróis conversas intimistas, ou reais; muito pelo contrário, são diálogo frios, que já foram vistos milhares de vezes em obras semelhantes, em situações semelhantes.

Os diálogos da sequência no passado também são uma repetição, e não agregam novidades, mas pelo menos Lemire escreveu do seu jeito, o que faz deles muito mais interessantes e menos maçante.

E é esse ponto que torna as sequências no passado, melhores que as do futuro.

Os desenhos de Jeff Lemire mantém o seu estilo característico. O que é bom e ruim ao mesmo tempo.

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Seu traço, bastante, diferente, funciona muito bem nas sequências do futuro, onde o mundo é, bastante, diferente. Mas continua não funcionando no passado, onde o mundo é o “real”.

Mas ao contrário das duas edições anteriores, Lemire tenta corrigir esse problema. Através de um recurso muito simples, e muito bom, o artista consegue mostrar que cada sequência está se passando em momentos diferentes do tempo.

E essa solução melhora torna desnecessária a vinda de mais um artista. É realmente uma solução brilhante.

O que continua funcionando muito bem, é a divisão da colorização. Que também ajuda a marcar a diferença entre as sequências.

A colorização manual de Lemire ajuda, e muito, a criar a atmosfera diferente do futuro.

Enquanto a colorização digital de José Villarrubia, torna o passado mais sóbrio e “real”. Esse estilo de colorização também ajuda a diminuir, um pouco, a estranheza do desenho.

Uma capa desenhada por Jeff Lemire sempre vai ser chamativa, pois o seu estilo de desenho é sempre chamativo. Mas, apesar disso, ela não é boa. A capa não resume a edição, não fala, o que realmente, vai acontecer; além de sugerir um encontro que nunca acontece.

Jeff Lemire monta o tabuleiro para as próximas edições, o que torna a edição chata, mas que gera uma expectativa grande para a sequência da série. O grande destaque da edição, é como Lemire conseguiu resolver o problema da imersão nas sequências do passado.

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PS: Para ver a capa completa, clique aqui. Para saber mais sobre o blog, clique aqui.

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