Eu -demasiado.


Eu sou uma flor vermelha natural, de cor fervente, que encanta e floresce com sua lindeza.

Eu sou o porco do pouco de amor que não basta

Aquele que procura por mais e mais

Cada vez menos

E mais

Sempre no demais

Por pouco e poucos

Demasiado e cansado

Eu sou aquela escapula quente, aquela cervical que estrala feito um ato de beber limão com mel

De um coração que nunca se sente

E que passa a querer passar a mão em um rosto com pele fina iluminado ao pôr do sol.

Eu sou o nada do nada do limbo crescente que fica cada vez mais escuro

Eu sou apenas o escrúpulo em uma água fervente que solta sua tinta

Uma carne podre cheia de animais voadores em volta querendo chupar seu sangue

Eu sou todos os tremeliques de um ônibus de ferro em movimento em uma rua de buracos profundos.

Eu sou uma lupa que reflete em luz aquilo que procura

Eu sou aquilo.

28 de maio de 2018 – 02:36.