Análise do dia -2, 3/8: Uma boa estreia do futebol feminino; o Engenhão pode melhorar

Brasileiras jogaram bem do começo ao fim no Engenhão. Foto: Roberto Castro/Agência Brasil

A estreia do futebol feminino com a goleada por 3 a 0 sobre a China foi alentadora. Há tempos que eu não via uma seleção brasileira dominar tanto um jogo do início ao fim. Em mais de 90 minutos, a China só construiu uma chance no segundo tempo (a outra, foi um quase gol contra no primeiro).

O resultado praticamente garante que o Brasil passe pras quartas-de-final, pelo menos, em segundo lugar na chave (vai depender do duelo contra a Suécia, sábado, dia 6, no Engenhão). Ou seja: passando em primeiro, deve pegar a Austrália. Passando em segundo, deve encarar o Canadá. Dois adversários acessíveis pra vencer e ir pras semifinais. Mais do que isso, dá confiança para o provável embate contra americanas ou alemãs nas semi e/ou na final.

Mas se em campo as comandadas de Vadão foram bem, fora dele, a Olimpíada não começou 100% no Engenhão. Alguns problemas de logística foram flagrantes: alguns banheiros sem lixeira e com pias entupidas e transbordando lixo (ver fotos abaixo); falta de telões nos corredores para os torcedores que ficaram presos nas enormes filas dos bares no intervalo (em Londres, havia); e “apenas” 27 mil pagantes no estádio — pra mim, a estreia do futebol 2 dias antes da abertura e com ingressos acessíveis, a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (estudante/idoso) foi mal divulgada.

Lixo acumulado e pia entupida no banheiro do Engenhão. Foto: Ícaro Joathan

Outro ponto criticável foi a comunicação visual deficiente. Aliás, este problema foi ainda pior nas demais arenas do futebol e se repetiu nesta quinta-feira, nas partidas do masculino. Mas isso será tema de um próximo post.

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