Dia olímpico 10, 15/8: Acorde e almoce cedo, tem cheiro de ouro hoje

Zanetti tenta defender o título conquistado em Londres. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Ana Marcela é tricampeã da Copa do Mundo. Foto: divulgação/CBDA

A priori, o título do post desta segunda-feira, 15, pode parecer empolgado ou ufanista demais. Não é. De fato, a nadadora Ana Marcela Cunha e o ginasta Arthur Zanetti são considerados por todas as previsões nacionais e internacionais de medalhas como dois dos grandes favoritos para as provas decisões da Maratona Aquática de 10km e a final das argolas da ginástica artística, respectivamente. E os resultados que obtiveram neste ciclo olímpico o credenciam para isso.

O dia 10 olímpico ainda pode ter mais medalhas, com Poliana Okimoto, também na maratona aquática; Robert Scheidt, na vela; Flávia Saraiva, na final da trave da ginástica; e Thiago Braz, no salto com vara. Nada mal, hein?

Começando pelas chances de ouro, a prova da maratona aquática começa às 9h, no Forte de Copacabana. Ana Marcela é tricampeã da Copa do Mundo, foi prata no Mundial de 2013 e bronze no Mundial de 2015. É favoritíssima ao pódio e tem grandes chances de ouro.

Na mesma prova, Poliana Okimoto é uma nadadora que não pode ser esquecida. Seu grande resultado no ciclo olímpico foi o ouro no Mundial de 2013. Com 33 anos, vai para a terceira Olimpíada da carreira e a experiência de ter abandonado a prova em Londres por causa de uma hipotermia pode fazer a diferença a seu favor.

Zanetti contra grego e chinês

A partir das 14h, o paulista Arthur Zanetti defende o título olímpico das argolas na final do aparelho. Neste ciclo olímpico, foi campeão no Mundial de 2013 e prata no de 2014, ficando, surpreendentemente, fora da final em 2015.

Nas eliminatórias, classificou-se com a quinta melhor pontuação (15.533). Deve ter como principais adversários nas finais das argolas, o chinês Yang Liu (15.900) e o grego Eleftherius Petrounias (15.833), respectivamente campeões mundiais de 2014 e 2015. O chinês Hao You (15.800), terceiro na classificatória e medalhista dos últimos mundiais também tem chances.

Zanetti é um atleta que impressiona pela técnica apurada, pelo domínio do aparelho e pela tranquilidade em momentos decisivos. Competindo em casa, pode crescer ainda mais e meter presão nos juízes na hora de dar a sua nota.

Também na final individual por aparelhos, a carioca Flávia Saraiva, do “alto” de seus 1,33m, promete ser uma gigante na prova decisiva da trave, que começa às 15h46.

Flávia fez a terceira melhor marca da classificatória (15.133), ficando atrás apenas do fenômeno Simone Biles (15.633) e da também norte-americana Lauren Hernandez (15.366).

Este ano, Flavinha já ganhou duas etapas da Copa do Mundo na trave, credenciando-se como uma das favoritas da prova. Como vencer Biles parece impossível, a brasileira tem boas chances de prata ou bronze.

Scheidt busca o bronze

Scheidt está em quinto na classificação geral, com 87 pontos perdidos. Para chegar ao bronze, precisa terminar cinco posições à frente do neozelandês Sam Meech e uma do francês Jean Baptiste Bernaz e do britânico Nick Thompson. Além disso, o cipriota Pavlos Kontides não pode terminar três posições à frente do brasileiro.

Resumindo: a situação de Scheidt é difícil, mas não impossível. Para diminuir as contas, o ideal seria vencer a Medal Race. Nesse caso, bastaria torcer para que Meech termine, no máximo, em sexto.

Por que não Thiago Braz?

O paulista Thiago Braz surgiu como a nova promessa do atletismo brasileiro ao se tornar campeão mundial júnior em 2012. Em 2014, bateu o recorde sul-americano indoor ao saltar 5,76m. No ano seguinte, repetiu o feito outdoor ao saltar 5,92m, uma das quatro melhores marcas do ano. No mês passado, saltou 5,90m, também uma das quatro melhores marcas do ano.

Contudo, Thiago teve duas grandes frustrações em 2015, que colocaram em dúvida como seria o seu desempenho na Rio 2016. Tanto no Pan de Toronto quanto no Mundial da China, Thiago sequer passou da classificatória.

No último sábado, por um momento, imaginou-se que o brasileiro iria fracassar de novo. O brasileiro falhou nos dois primeiros saltos, para a modesta marca de 5,45m. Mas aí, em vez de se intimidar, subiu o sarrafo pra 5,60m e conseguiu passar. Terminou com 5,70m, junto com outros oito finalistas, entre eles o francês campeão olímpico Renaud Lavillenie e o canadense campeão mundial Shawnacy Barber. Esses devem ser os dois principais favoritos da prova. Thiago pode, sim, surpreender e beliscar uma medalha.

A final do salto com vara começa às 20h35.

Vôlei masculino nas cordas

Sports Ilustrated, Infostrada, Gracenote, Veja, Isto É, Globoesporte.com. Todos esses veículos e agências de comunicação e de estatística esportiva (os principais do mundo e do Brasil) previram a medalha de ouro para a seleção brasileira masculina de vôlei na Rio 2016. Este blogueiro também.

O que ninguém poderia imaginar é que após o vice-campeonato da Liga Mundial de Vôlei, o time de Bernardinho chegaria à última rodada numa situação tão desesperadora. Após duas vitórias por 3x1 e duas derrotas pelo mesmo placar, o Brasil precisa vencer a França às 22h35 para chegar às quartas-de-final sem depender de outros resultados.

Caso perca, precisará torcer contra o Canadá, que está empatado com o Brasil e tem melhor saldo de sets. Basicamente, a situação é a seguinte:

  1. Vitória do Brasil: classificação garantida.
  2. Derrota do Brasil por 3x2: precisa torcer para que o Canadá perca por 3x1 ou 3x0.
  3. Derrota do Brasil por 3x1: precisa torcer para que o Canadá perca por 3x0.
  4. Derrota por 3x0: estará eliminado

O detalhe é que os franceses – cotados para brigar pelo ouro - também precisam da vitória para não serem eliminados pelo Canadá. Ou seja: será um jogo duríssimo.

Para piorar, não adianta contar muito com a ajuda da Itália. Já classificados em primeiro lugar, certamente, os italianos vão escalar um time misto e não farão força alguma para ajudar o Brasil.

Basquete torce por milagre

A seleção masculina de basquete teve chances de vencer Argentina, Croácia e Lituânia, mas pecou pela inconstância e perdeu no fim. Agora, está à beira da eliminação na primeira fase, respirando por aparelhos.

Para seguir vivo, tem de derrotar a Nigéria às 14h15. À noite, precisa que a Argentina derrota a Espanha (vejam só que ironia do destino). A diferença pró-Brasil é que, diferente da Itália no vôlei, os argentinos precisam da vitória. Uma derrota pode deixar os hermanos em quarto do grupo, sinônimo de encarar os EUA nas quartas.

Mais semifinais na praia

No vôlei de praia, Alison e Emanuel buscam a vaga nas semifinais, às 16h, contra os americanos Dalhausser e Lucena. Será o duelo entre a dupla número 1 do mundo (a brasileira) e a número 3 (a americana). Praticamente uma final antecipada em Copacabana.

Já a seleção masculina de handebol está muito perto de garantir uma inédita classificação para as quartas-de-final. Para isso, basta empatar hoje com a eliminada Suécia, às 16h40.

Se Polônia e/ou Egito perderem seus jogos pela manhã, o Brasil já entrará em quadra classificado. Mesmo assim, uma vitória contra os suecos seriam importante para manter o embalo do time para a próxima fase, quando deverá pegar uma pedreira europeia (França, Croácia ou Dinamarca).

A estreia de Isaquías

Uma das principais esperanças de medalhas do Brasil, o canoísta baiano estreia no C1 1000m às 10h. Favorito ao pódio, o brasileiro não deve ter dificuldades para avançar à final, que ocorre nesta terça, 16.

Na Vela, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan disputam as três últimas regatas antes da Medal Race. Precisam de resultados dentro do top 5 pra chegar à final com chances de medalha.

Já Martine Grael e Kahena Kunze estão em segundo lugar na 49er FX e disputam mais três regatas hoje. Favoritas ao ouro, o objetivo é chegar à Medal Race como líderes.