Dia olímpico 16, 21/8: O campeão voltou

Wallace, Bruno e Lipe tiveram excelente atuação na semifinal. Foto: divulgação/CBV

O último dia de competições da Rio 2016 reserva uma grande chance de medalha de ouro para o Brasil, na final do vôlei masculino, às 13h15, contra a Itália. Há também uma esperança improvável de pódio na maratona masculina, a partir das 9h30.

No vôlei, depois de uma primeira fase complicada, a seleção masculina voltou a exibir o seu melhor jogo e tem grandes chances de chegar ao tricampeonato olímpico. Na semifinal contra a Rússia, o time de Bernardinho teve uma atuação técnica e taticamente perfeita. O oposto Wallace, mais uma vez, foi o maior pontuador do time, sendo responsável por 18 pontos do Brasil na vitória por 3 sets a 0, entre ataques, bloqueios e ace.

O levantador Bruno esteve fantástico na distribuição de bolas, deixando várias vezes os atacantes brasileiros no bloqueio simples e usando também os centrais (Lucão fez 6 pontos de ataque, e Maurício Souza, 4, além de um bloqueio, cada). O líbero Serginho continuou com alto índice de eficiência nas defesas e recepções.

Os ponteiros Lucarelli e Lipe provaram estar recuperados das suas respectivas contusões e contribuíram com 10 e 7 pontos de ataque para o time, respectivamente. Lipe marcou também um ponto de saque e é uma das chaves para a virada no desempenho do Brasil nas Olimpíadas, ao ganhar a posição de Maurício Borges — que, apesar de ter sido um dos principais nomes do vice-campeonato na Liga Mundial, não esteve tão bem na primeira fase.

Essa, aliás, é uma das chances para explicar porque o blog 2016 Todo Dia apostou na medalha de ouro do time masculino desde o início. Bernardinho tem banco de reservas, diferente de Zé Roberto Guimarães, que dependia muito do time feminino titular e acabou eliminado pela China nas quartas-de-final.

Além de Lipe, que tornou-se titular, o treinador tem à disposição William, um levantador que seria titular em qualquer time do mundo; Evandro, oposto que esteve em grande fase no vice-campeonato da Liga Mundial; Éder, central com grande potencial de ataque, saque e bloqueio; e Douglas Souza, jovem promessa do vôlei brasileiro e que está pegando experiência para ser um dos principais nomes em Tóquio.

Retrospecto favorável

Desde que Bernardinho assumiu a seleção masculina, em 2001, o Brasil acostumou-se a ganhar da Itália. Foram impressionantes 21 vitórias brasileiras contra apenas sete italianas, considerando-se apenas as principais competições da modalidade (jogos olímpicos, mundiais, copas do mundo e ligas mundiais). Ou seja: a cada quatro jogos, o time de Bernardinho vence três.

Uma das derrotas, porém, foi na primeira fase da Rio 2016, quando o Brasil foi dominado a partir do 2º set e perdeu por 3 sets a 1. A Itália conta como principais nomes o oposto Zaytsev e o ponteiro Juantorena, além do excelente levantador Giannelli. O Brasil é favorito, mas é essencial começar bem o jogo para não deixar os italianos crescerem e ganharem confiança, situação em que melhoram ainda mais o próprio padrão de jogo.

Brasileiros são azarões na maratona

Como de costume, a maratona masculina encerra o programa olímpico do atletismo. Os favoritos da prova, claro, são os africanos, principalmente o queniano Eliud Kipchogue, dono da melhor 2ª marca da história da prova. Ugandenses, etíopes e eritreios também são fortes candidatos.

O Brasil será representado na prova por Marilson dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e 5º colocado nos Jogos de Londres 2012; Paulo Roberto dos Santos, 8º em Londres; e Solonei Silva entram como azarões e, competindo em casa, podem surpreender.

Os penúltimos no mountain bike

O Brasil será representado por dois ciclistas na prova masculina do mountain bike. Henrique Avancini, 16º no ranking mundial, e Rubens Valeriano, 79º, não têm chances de pódio, mas tentam fazer uma boa prova a partir das 12h30.

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