Dia paralímpico 6, 13/9: Jovane e Terezinha buscam o bi; André tenta o tri

Jovane tenta o bicampeonato paralímpico na esgrima. Foto: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB

O sexto dia dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 destaca a tentativa de três campeões paralímpicos brasileiros de se manterem no topo do pódio. Porém, Jovane Guissone, na esgrima em cadeira de rodas; Terezinha Guilhermina, nos 200m T11 do atletismo; e André Brasil, nos 100m S10 da natação, chegam em condições distintas para obter esse feito nesta terça-feira, 13.

Jovane surpreendeu o mundo da esgrima, 4 anos atrás, ao se tornar campeão paralímpico na categoria B da espada individual em Londres. No Rio, não é mais novidade, mas também não é favorito absoluto. Ocupa o 3º lugar do ranking mundial e foi o 6º no Mundial de Eger, em 2015.

O grande rival de Jovane deve ser o bielorrusso Andrei Pranevich, líder do ranking mundial. O número 2, Alexander Kuzyukov, não veio ao Rio por conta do banimento da delegação russa. As quartas-de-final da esgrima começam às 11h25, e as semifinais e finais, a partir das 14h30.

Na natação, André Brasil disputa a final dos 100m livre às 18h10. O carioca tirou um peso das costas ontem, ao conquistar o bronze nos 100m borboleta, a primeira medalha dele na Rio 2016. Após a frustração de dois quartos lugares, o pódio pode ser o combustível para André buscar o tricampeonato paralímpico hoje. Também bi mundial na prova, André terá, mais uma vez, como pedra no sapato os ucranianos Maksym Kripak e Denys Dubrov, que o vêm superando desde o início da Paralímpiada.

Phelipe Rodrigues é outro brasileiro a disputar os 100m livre com muitas chances de pódio. O atleta acumula duas pratas paralímpicas em Pequim e Londres na mesma prova, além de uma prata e um bronze nos últimos mundiais. No Rio, Philipe foi 2º colocado nos 50m livre, enquanto André ficou em 4º.

Por fim, Terezinha Guilhermina disputa a final dos 200m T11 às 19h42. Após chegar em 4º lugar e ser desclassificada por puxar o guia na final dos 100m, a mineira garante que superou a frustração e vai com tudo para a prova na qual é a atual campeã paralímpica e vice-campeã mundial. O fato de ter feito o melhor tempo das classificatórias é um indicativo de que a brasileira pode, sim, voltar ao pódio paralímpico.

Atletismo pode ter quatro medalhas pela manhã

A primeira medalha do dia para o Brasil pode sair às 10h43, com Edsn Pinheiro, na final dos 100m T38. O atleta ganhou o bronze e a prata nessa prova nos mundiais de 2013 e 2015, respectivamente, e chega à final no Rio com o 4º tempo das eliminatórias.

Às 10h50, Tascitha Oliveira Cruz disputa a final dos 200m T36, prova na qual ficou em 4º lugar no Mundial de Doha, em 2015. Às 10h55, Mateus Evangelista disputa a final do salto em distância T37 na condição de estreante em grandes eventos internacionais e tenta surpreender.

Fechando a manhã, às 11h52, a equipe brasileira de cegos corre a final do revezamento 4x100m T11-T13. Apesar de não ter estado em finais de mundiais nesse ciclo paraolímpico, o Brasil tem chances, visto que apenas quatro times disputam a prova.

Oldair tenta ouro inédito

Oldair Santos é um dos mais vitoriosos do atletismo brasileiro, já tendo acumulado vários títulos mundiais em provas de meio-fundo e fundo paralímpicas. Somente nos 1500m T11, prova na qual disputa a final hoje, às 18h05, Oldair foi bicampeão mundial em 2013 e 2015. Depois da prata nos 5 mil metros na Rio 2016, o brasileiro tenta hoje a medalha que falta em sua galeria.

A sessão da tarde/noite do atletismo tem ainda Shirlene Coelho, bicampeã paralímpica no lançamento do dardo, na final do arremesso do peso T37. A atleta já foi bronze nessa prova no Mundial de Lyon, em 2013, e pode repetir a dose.

Poliana Jesus, no lançamento do dardo, e Aline Rocha, nos 1500m — ambas na classe 54 — , são estreantes e tentam surpreender.

Talisson busca segunda medalha

Após herdar o bronze ontem nos 200m medley SM6, Talisson Glock disputa hoje a final dos 400m S6, às 17h30. O atleta tem o segundo tempo de balizamento da prova e entra como candidato à medalha.

A final dos 50m livre S9 pode ter os brasileiros Vanilton Filho e Ruiter Silva, que têm tempos de balizamento para se colocar entre os oito melhores. Uma medalha é difícil, mas não impossível.

A vez das mulheres no tênis de mesa

Depois da histórica prata de Israel Stroh ontem, as brasileiras também tentam fazer história no tênis de mesa paralímpico. Nesta terça-feira, Danielle Rauen e Bruna Costa Alexandre disputam a medalha de bronze nas classes 9 e 10, respectivamente.

Danielle, 9ª do ranking mundial, tentará surpreender a polonesa Karolina Pek, número 4, a partir das 16h45. Na primeira fase, a europeia superou a brasileira por 3 sets a 1. Vale destacar que Dani desbancou a chinesa Guiyong Chon, número 2 do mundo, na primeira fase.

Já Bruna, terceira do mundo, entra com maiores chances contra a dinamarquesa Sophie Walloe, número 5. O jogo começa às 18h45.