Dia paralímpico 9, 16/9: Silvania e Daniel tentam fazer Brasil voltar a subir

Há dois dias, a delegação brasileira não conquista o ouro nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O jejum de títulos teve reflexo imediato no quadro de medalhas. O País foi ultrapassado por Austrália e Alemanha e caiu para o 7º lugar geral. Com os australianos abrindo 4 ouros à frente, atingir a meta do top 5 estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) está cada vez mais difícil.
Nesta sexta-feira (16), antepenúltimo dia de competições, o País tem duas boas chances de medalhas de ouro, que podem fazê-lo ultrapassar os alemães e voltar ao 6º lugar — ou, pelo menos, encostar neles, caso os europeus ganhem mais títulos.
A primeira delas é com Silvania Costa de Oliveira, no salto em distância T11, que começa às 11h05. Atual campeã mundial da prova, a brasileira é a favorita e pode ter como maior rival uma compatriota: Lorena Spoladore era a melhor do mundo até ser batida por Silvania em 2015 e ficar com a prata no Mundial de Doha. Thalita Simplício, 4ª nessa mesma final, ano passado, também tem chances de pódio.
A segunda medalha dourada para o Brasil pode vir às 19h51, com Daniel Dias, na final dos 50m costas da natação. O brasileiro é o atual tricampeão mundial da prova e foi campeão paralímpico em Pequim 2008. Na Rio 2016, já ganhou 2 ouros, 3 pratas e 1 bronze.
Outras chances do dia
O Brasil tem chances de obter várias outras medalhas neste 9º dia paralímpico, porém, o ouro é mais difícil nelas. No atletismo, às 17h30, Terezinha Guilhermina e Thalita Simplício disputam a final dos 400m T11. A primeira acumula um ouro e uma prata nos últimos dois mundiais, porém, terá a chinesa Cuiqing Liu, atual campeã mundial e dona do melhor tempo das classificatórias, como parada indigesta. A venezuela Sol Rojas, que fez o 2º melhor tempo, também promete dar trabalho. Thalita, bronze em Doha 2015, tem chance de pódio.
Pela manhã, às 10h09, ocorre a final do arremesso de peso masculino F55, com a participação de Wallace Santos e Ricardo Nunes. Nenhum dos dois tem histórico de destaque em mundiais e ambos são zebra. Às 10h23, Paulo Flaviano Pereira corre a final dos 400m T37. Também sem resultados de expressão, o brasileiro vem empolgado por ter feito o 4º melhor tempo das classificatórias, a poucos centésimos do 2º lugar.
Na natação, às 18h30, Edenia Garcia tenta mais uma medalha nos 50m costas feminino S4. A cearense natural do Crato já foi prata nessa prova nos Jogos de Atenas 2004 e Londres 2012. Tem no currículo ainda três ouros, uma prata e uma bronze (este, em Glasgow, 2015). Para a Rio 2016, chega com o 4º melhor tempo de balizamento.
Futebol de 7, golbol e tênis de mesa jogam pelo bronze
O time brasileiro de futebol de 7 fazia uma boa semifinal contra o Irã, mas se descontrolou após tomar o primeiro gol e acabou goleado. Hoje, às 14h, precisa deixar o abatimento de lado para ganhar o bronze contra a Holanda. Nas últimas competições da modalidade, o Brasil sempre ficou à frente dos holandeses, inclusive no Mundial de 2015, quando venceu por 6x0 exatamente na disputa do terceiro lugar.
Quem também vai precisar levantar a cabeça são as equipes masculina e feminina de golbol. O Brasil vinha fazendo uma campanha irretocável nos dois gêneros, porém caiu nas semifinais. Os homens, atuais campeões mundiais, pegam a Suécia, rival batida por 9x6 na 1ª fase. O duelo começa às 15h.
As mulheres devem ter tarefa difícil contras as norte-americanas, de quem ganharam de 7x3 na 1ª fase. Não dá para se enganar com esse resultado: os Estados Unidos são os atuais campeões mundiais no feminino e no Mundial de Espoo, em 2014, bateram as brasileiras por 5x3 nas quartas-de-final.
Parada dura também para o time masculino de tênis de mesa da classe 3, que encara a Tailândia às 18h30. David Freitas e Welder Knaf estrearam bem e eliminaram a Coreia na 1ª fase por 2x0. Nas semifinais, foram superados pela Alemanha por 2x0. Já os tailandeses bateram a Polônia por 2x1, mas caíram para a China por 2x0.
Finalizando as chances brasileiras de medalha do dia, vale à pena ficar ligado no hipismo, especialmente em Sérgio Oliva, que já ganhou um bronze nesta Paralimpíada. Hoje, às 14h10, ele disputa a final do estilo livre grau 1A. Mais cedo, às 13h, Marcos Fernandes Alves, o Joca, compete na final do estilo livre grau 1B.