Ouro do vôlei masculino foi um dos quatro acertados “na mosca” pelo blog. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Prestando contas: os erros e acertos dos palpites do blog para a Rio 2016

Antes de sair a primeira medalha dos Jogos Olímpicos Rio 2016, este blog palpitou sobre quantas medalhas o Brasil iria ganhar no evento. Talvez empolgados pelo melhor ciclo olímpico da história em Copas do Mundo e Campeonatos Mundiais, apostamos em 26 medalhas brasileiras, das quais 6 de ouro.

Chegamos perto de acertar o número de ouros (foram 7), mas passamos longe de acertar o total de medalhas (foram 19). Segue abaixo um resumo de nossos acertos e erros, com alguns comentários adicionais:

Medalhas que acertamos em cheio (4)

1 — Futebol masculino — ouro
2 — Vôlei masculino — ouro
3 — Vela, classe 49er FX, Martine Grael/Kahena Kunze — ouro
4 — Ginástica artística, argolas, Arthur Zanetti — prata

Acertamos o medalhista, mas erramos a posição no pódio (5)

5 — Vôlei de praia masculino, Bruno e Alison — apostamos na prata, foram ouro
6 — Judô, categoria meio-pesado, Mayra Aguiar — apostamos no ouro, foi bronze
7 — Boxe, ligeiro masculino, Robson Conceição — apostamos na prata, foi ouro
8 — Canoagem, C2 1000m, Isaquias Queiroz/Erlon Souza — apostamos no ouro, foram prata
9 — Canoagem, C1 1000m, Isaquias Queiroz — apostamos no bronze, foi prata

Medalhistas em quem não apostamos (10)

10 — Vôlei de praia feminino, Ágatha e Bárbara — prata (de fato, até a semifinal, acreditávamos que as brasileiras não eram favoritas contra Walsh e Ross. Conseguiram quebrar a invencibilidade de Walsh em Olimpíadas).
11 — Maratona aquática, Poliana Okimoto — bronze (apesar de não termos apostado nela antes da Olimpíada, em nosso preview do dia 15/8, citamos que Poliana era “uma nadadora que não pode ser esquecida”, que havia sido campeã mundial em 2013 e que “a experiência de ter abandonado a prova em Londres” poderia “fazer diferença a seu favor”).
12 — Atletismo, salto com vara, Thiago Braz — ouro (com o título de “Por que não Thiago Braz?”, um trecho do nosso preview do dia 15/8 lembrou que o paulista surgiu como “a nova promessa do atletismo brasileiro ao se tornar campeão mundial júnior em 2012”, que teve uma das quatro melhores marcas do ano em 2014 e 2015 e que poderia “sim, surpreender e beliscar uma medalha”).
13 — Judô, categoria leve, Rafaela Silva — ouro (a judoca foi o destaque do nosso preview do dia 8/8, descrita como a única “esperança real de medalha para o Brasil” daquela data. Lembramos que ela havia sido campeã mundial em 2013, mas ponderamos que ela tivera um ciclo olímpico inconstante, teria uma chave difícil e estava pressionada pela ausência de medalhas do judô até então. Que bom que Rafa superou todos esses obstáculos).
14 — Judô, categoria pesado, Rafael Silva — bronze (no preview do dia 12/8, citamos que o brasileiro era “candidato real” à medalha. Citamos que a participação do sul-matogrossense havia sofrido cirurgia em 2015 e que, caso estivesse 100%, poderia “brigar até pela prata”).
15 — Canoagem, C1 200m, Isaquias Queiroz — bronze (no preview do dia 18/8, citamos que o baiano poderia vencer “na prova em que é menos especialista”. “Em tese, era a prova mais complicada de o brasileiro subir ao pódio, visto que ele é conhecido por não ter uma boa largada (…) Chega com moral e pode, sim, chegar ao ouro (assim, como pode ficar fora do pódio)).
16 — Ginástica artística, solo, Diego Hypólito — prata (Diego foi o destaque do nosso preview do dia 14/8, que teve como manchete “A volta por cima de Diego?”. Adiantamos que o Brasil poderia ganhar naquele domingo “uma das medalhas mais emocionantes da Rio 2016”. Finalizamos dizendo que Diego parecia “ter recuperado sua melhor fase” e poderia “beliscar uma prata ou um bronze”. Deu prata).
17 — Ginástica artística, solo, Arthur Nory — bronze (essa foi uma das duas medalhas que sequer cogitamos. Registramos que Nory havia conseguido a última vaga na final olímpica do solo, mas sequer nos detalhamos sobre as chances do brasileiro. Acreditávamos que ele poderia chegar ao pódio na barra fixa, onde ele foi 4º do Mundial de 2015. O paulista acabou não se classificando para a final na prova em que era candidato e surpreendendo no solo).
18 — Taekwondo, acima de 80kg, Maicon Siqueira — bronze (erro mais crasso do blog, incluímos Maicon na categoria dos “Brasileiros sem chance” no preview do dia 20/8, sobretudo por não ter experiência “em competições de nível mundial”. Quebramos a cara).

Medalhas em quem apostamos e que não rolaram (17)

X — Basquete masculino — apostamos o bronze, mas não passou da 1ª fase (o time de Magnano cochilou contra a Lituânia, foi inconstante contra a Croácia e perdeu duas vezes um jogo ganho contra a Argentina. Tantos erros não podem acontecer numa Olimpíada. Pagou com a eliminação precoce no “grupo da morte”).
XI — Vôlei feminino — apostamos na prata, caiu nas quartas-de-final (fez uma 1ª fase perfeita, mas deu azar de as fortes chinesas se classificarem em 4º lugar em seu grupo. No jogo decisivo, começou bem, mas se desestabilizou no 2º set e viu as chinesas crescerem após mudanças feitas pela excelente treinadora Lang Ping. Perdeu no tie-break. A China terminou com o ouro).
XII — Vôlei de praia feminino, Talita e Larissa — apostamos no ouro, terminaram em 4º lugar (as brasileiras haviam vencido o FIVB World Finals em 2015 e lideravam o ranking olímpico. Nas semifinais, não se encontraram contra as boas alemãs Ludwig e Walkenhorst, então 4as do ranking olímpico e levaram o ouro. Na disputa do bronze, iniciaram vencendo Walsh e Ross, mas tomaram a virada no 2º set e também no tie-break).
XIII — Vôlei de praia masculino, Pedro e Evandro — apostamos na prata, mas foram eliminados nas oitavas-de-final (os brasileiros fizeram uma campanha ruim e sentiram a pressão dos Jogos. Perderam dois jogos imprevistos na 1ª fase e só se classificaram no último jogo. Nas oitavas, foram vencidos pelos “perigosos” Barsuk e Liamin, como o nosso preview do dia 13/8 advertiu).
XIV — Handebol feminino — apostamos na prata, caiu nas quartas-de-final (as campeãs mundiais de 2013 fizeram uma ótima 1ª fase, com quatro vitórias e uma derrota, mas deram azar no cruzamento das quartas, assim como o vôlei feminino. Pegaram as vice-campeãs mundiais holandesas; fizeram um 1º tempo equilibrado, mas bobearam na etapa final e perderam por 32x23).
XV — Tênis, duplas, Bruno e Marcelo — apostamos no bronze, caíram nas quartas-de-final (os brasileiros eram os cabeças-de-chave número 3 do torneio e pegaram um páreo duro e perderam nas quartas para os romenos Mergea e Tecau, cabeças-de-chave 5 e que terminaram com a prata).
XVI — Natação, 50m livre, Bruno Fratus — apostamos no bronze, terminou em 6º (o próprio brasileiro se disse decepcionado com o seu desempenho na final).
XVII — Maratona aquática, Ana Marcela Cunha — apostamos na prata, foi 10ª (a brasileira não conseguiu se alimentar no 2º e no 3º ponto de alimentação. A não reposição de energia durante uma prova de quase 2 horas foi decisiva para o mau desempenho da tricampeã da Copa do Mundo).
XIX — Atletismo, salto com vara, Fabiana Murer — apostamos na prata, foi eliminada nas classificatórias (pela 3ª Olimpíada seguir, a brasileira não conseguiu chegar à final olímpica. Tinha a melhor marca do ano, mas se disse prejudicada por uma hérnia de disco descoberta poucas semanas antes dos Jogos).
XX — Atletismo, marcha atlética 20km, Caio Bonfim — apostamos no bronze, foi 4º colocado (um dos orgulhos do blog ter apostado em um atleta praticamente desconhecido da mídia brasileira. Caio era 6º do mundo e chegou a apenas 5 segundos do bronze).
XXI — Vela, classe Laser, Robert Scheidt — apostamos no bronze, foi 4º colocado (o maior medalhista da história do Brasil venceu a medal race, mas a irregularidade nas 10 regatas anteriores o prejudicou. Uma pena não ter chegado ao pódio).
XXII — Judô, categoria ligeiro, Sarah Menezes — apostamos no bronze, terminou em 7º lugar (perdeu na repescagem. A derrota de Sarah foi reflexo de seu ciclo olímpico irregular).
XXIII — Judô, categoria meio-leve, Érika Miranda — apostamos na prata, terminou em 5º lugar (vencia as quartas-de-final, mas tomou um waza-ari a 30 segundos do fim, dando adeus à chance da final. Acabou perdendo o bronze para a tricampeã mundial no golden score).
XXIV — Judô, categoria meio-médio, Victor Penalber — apostamos no bronze, foi eliminado nas oitavas-de-final (o brasileiro pegou uma luta dura contra o emirense Sergiu Toma e perdeu por dois waza-aris).
XXV — Judô, categoria pesado, Maria Suelen — apostamos no bronze, foi eliminada na estreia (oitavas) (a brasileira já entrou na disputa perto da medalha, mas foi dominada e perdeu por um yuko).
XXVI — Boxe, até 64kg, Joedison Teixeira — apostamos no bronze, foi eliminado nas oitavas-de-final (o brasileiro fez uma boa luta e foi eliminado por pontos, por 29x28, na decisão dos juízes).
XXVII — Luta livre, Aline Silva — apostamos no bronze, foi eliminada nas quartas-de-final (a brasileira fez uma luta duríssima contra a russa Ekaterina Bukina e perdeu por 4x3. A adversária acabou com o bronze).