A liberdade guiando a mim mesma.

“Realizar sonhos é coisa rara” eu li um dia. Realmente, pra mim, é verdade. Realizar sonhos não é diário, mesmo que, por vezes, exista realizações em nossa rotina corrida.
Pois bem, realizei um sonho. Aliás, vários. E digo, não foi fácil. Demorou anos de espera, ansiedade e desejo de liberdade. Sim, desejo de liberdade. Eu viajei.
Não há nada que pague, nada que substitua. É caro, sim, sem dúvidas. Necessita de planejamento e, as vezes, por mais planejada que seja, há imprevistos no caminho. Mas percebi que o mundo é gigante, que a muita coisa pra se viver e que as pessoas podem sim, serem elas mesmas em um mundo cheio de preconceitos. Aprendi muito. Acho que amadureci em duas semanas, mudou muito aqui dentro.
Aprendi a lidar com as diferenças, não há nada mais clichê que isso, mas é verdade. Aprendi que a vida é uma montanha-russa, e foge do controle – aprendi isso em montanhas-russas e perdendo um voo. Aprendi que errar pode não significar perder propriamente uma coisa, mas errar pode significar uma nova “oportunidade”. Venci muitos medos. Aprendi que a comunicação é super importante. Aprendi que, as vezes, uma opinião é irrelevante, ter opinião nem sempre é necessário em um mundo que todo mundo quer opinar em tempo real. As coisas apenas são como são, não adianta mudar. A França revela tanta arte, tantos cheiros (!!!!) , a Holanda não é santa nem pecadora, ela é o que é, a Inglaterra não é o lugar mais sorridente do mundo, mas que bom que é educada e a Espanha pode ser muito mais que Touros tendo ter uma culinária e pessoas incríveis. Aprendi que cada lugar é único, que generalizar é inútil e que conhecimento é a melhor coisa que alguém pode ter. Aprendi que o Louvre precisa ser reservado dias, que nem sempre os passeios turísticos são os melhores (ficar em um mercado de rua, em uma esquina pode ser muito mais divertido!), aprendi que pegar filas é necessário e que as vezes você anda de trem bala e outras vezes você está só de ônibus.
Entre tantas obras incríveis no Louvre, uma pessoa querida me escreveu sobre “A liberdade guiando o povo” (em francês: La Liberté guidant le peuple) é uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Já a mensagem dizia sobre uma mulher representando a Liberdade e que era pra essa mensagem ser seguida por mim, em relação as minhas escolhas, a minha vida, a minha profissão, a minha história e minha influência sobre o mundo. E que era fundamental acreditar no poder das minhas ações e das minhas escolhas. Eu respondi “Sim, sempre”. E é exatamente isso, uma mulher representando a liberdade em uma revolução. E como essa pessoa mesmo disse: “É o meu momento de despertar para o mundo além das fronteiras costumeiras”.
