Bienvenue

Dom, 09/07/2017

“Não tenho essa curiosidade toda em conhecer a França, mas sei que quero muito ir no Arco do Triunfo e no Louvre, isso eu sei”. Sempre gostei de história e isso é um passo a mais para gostar da França. Nunca coloquei muita expectativa na Torre, sempre achei “irrelevante” pra minha viagem, uma vez que ela não foi, vamos dizer assim, histórica. Pois bem, quando a viagem começou a ser programada, eu gostaria muito de ter ido a Berlim (espero que seja um destino próximo), por ter, também, uma ligação muito forte com a história, mas fui para França mesmo, e é isso aí.

Então, depois de um longo voo do Brasil até o aeroporto de Madrid, depois de uma longa fila na imigração, entradas intermináveis em freeshops e depois de muito andar até o embarque, voei pra França.

Estava com um misto de ansiedade, nervoso, mais ansiedade, e pensando se os Franceses seriam gentis, se o cheiro é o que falam mesmo, como iriamos nos virar em relação a língua. Enfim, tudo que uma marinheira de primeira viagem pensa. Todas as dúvidas, angústias e inseguranças de uma criatura de 18 anos pode ter em relação ao mundo, mesmo com a certeza de querer viver para tal.

Aí a França me recebe com um frio em pleno verão e com pingos que não estavam em meus planos. Depois de pegarmos um metrô até a nossa rua, fui surpreendida com uma cidade linda, que respirava história e depois disso eu comecei a olhar diferente para França. Olha como as coisas mudam.

Depois de nos instalarmos, estávamos famintos depois de intermináveis filas como eu já citei anteriormente. Fomos a uma charmosa pizzaria, e logo ali, vi que não teria grandes problemas com a comida Francesa, apesar de ser uma pizza.

Depois de alimentados, pegamos um metrô (minha viagem foi toda de metrô, se eu não citar, considerem metrô como meio de transporte usado!!!), até a Torre, aquela mesmo que eu achava irrelevante e com pouca curiosidade de conhecer. Logo após a saída da estação já dava pra ver uma parte dela escondida entre o verde da cidade. Era ela. Linda e brilhante. (Ainda não tinha escurecido mesmo sendo umas 18:00, já que no verão só escurece depois das 22:00). Piscando e com uma fila enorme embaixo dela. Foi ali que eu percebi: Estou em Paris mesmo!!!!

Atravessamos a ponte. Na minha frente o Sena, a Torre e pingos nada românticos. Fotos para registrar o momento. Se cobre, lá vem a chuva…

Eu sei que esses inocentes pingos viraram um dilúvio Homérico, com direito a gozação de ambulante Frances falando mal do Brasil. Pois é, e a nossa política tá ótima…

Nem um guarda-chuva nos salvou dessa chuva. Escureceu, e lá estávamos na frente da Torre que eu tanto desprezava. A chuva parecia que para ela era irrelevante, já que permanecia ali, imóvel (ainda bem!) e linda.

Fizemos o caminho de volta para estação, na chuva mesmo, talvez a pior/melhor chuva que já tomei, mesmo não estando nos meus planos. Eu tremia de frio com a roupa molhada, mas nada acabava com a minha aventura. Eu estava animada por fora e morta por dentro. Chegando no hotel eu caí na cama de cansaço.

Like what you read? Give Luana Soares a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.