Comigo mesma.

Vi mulheres incríveis dançando livremente no palco um Derbak e foi amor a primeira vista. Uma delas era a minha mãe. Linda, livre e dançando. Naquele momento tive certeza (não sei se certeza, mas queria!), “eu quero dançar!”.

Dancei muito. Aprendi muito. Errei muito também. Errei na sala e nos palcos. Mas aprendi mais ainda.

Minha primeira apresentação com véus e eu tremia de um jeito surreal. Logicamente, errei.

Lembro que a segunda vez que eu me apresentei foi fora do estado em um teatro ENORME (eu não brinco!)

Dancei algumas vezes, na verdade muitas vezes. Dancei na minha cidade, dancei em outras cidades, assisti apresentações, mas em todos os momentos o sentimento era o mesmo, pertencimento.

Eu pertencia ao meu grupo, pertencia ao palco naquele momento e eu era tão nova.

Conheci mulheres mais velhas, mais novas, gordas, magras, negras, brancas, altas, baixas – mulheres normais, mulheres lindas – todas incríveis e dançavam por um mesmo propósito.

A dança do ventre me fez entrar em contato com a minha Deusa. Aisha me mostrou o melhor de mim, a liberdade em forma de dança e a irmandade.

Sororidade pra ser mais exata. Alí éramos irmãs, mães, filhas, amigas. A dança do ventre faz bem pro espírito, pra alma e pro corpo. Eu dancei, dançava, pra falar a verdade. E eu tenho muita saudade.

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