Seu lugar é onde você sonha estar

Seg, 10/07/2017

Depois de uma madrugada, digamos assim, estranha, com direito a gritos em português (?), e uma conversa sem pé nem cabeça de alguém que eu suponho que seja brasileiro, acordamos com um tempo frio e nublado. Decidimos que faríamos um programa fechado, sem ar livre pra não correr perigo de pegar a chuva da noite anterior. Meu tênis estava encharcado, minha roupa totalmente molhada e sem previsão de ficar seca novamente.

Saímos do hotel com nossas roupas de verão. Uma saia, uma blusa, um casaco, um lenço, um tênis esportivo. Tem look mais Parisiense? Tem não. Voltando. Tomamos café da manhã em um Café fofíssimo, acompanhado de um café expresso e croissant (tem mais tumblr que isso? hahaha), e um senhorzinho francês pra lá de educado. Quem disse que os franceses não são educados? Eles só não são chegados a um banho, mas tudo bem.

Iniciamos nosso passeio indo pro Château de Versailles (lê-se fazendo biquinho e com muito sotaque), a viagem até lá demora um pouco, mas pra mim não durou nada já que eu fui observando a paisagem de Paris para o nosso destino. Paris é uma cidade, como eu já falei, que respira história. Nada que está na cidade é em vão. É um lugar com poucos prédios novos e modernos, é uma cidade que respeita os rumos que a história tomou e que preserva essa memória.

Antes de chegar até o Palácio, que é o Grande ponto turístico da fofíssima cidade do interior, tem uma entrada, como um campo verde, uma beleza só… Era a vida preparando os caminhos pra chegar até aquele lugar que guardou tanta história.

Na porta do Palácio só tive mais certeza do que tinha estudado. A monarquia sendo grandiosa e eu não posso imaginar como o povo passou fome. Era imponente o Rei Sol demonstrando seu poder com toda aquela pompa, grandiosidade e muito ouro. Pura ostentação. Pedimos informação e infelizmente o Palácio estava fechado. Poxa. Mas enfim, não perdi a viagem e isso não podia estragar a beleza do jardim mais lindo que já vi. Fiquei imaginando cenas, vestidos enormes, cavalos, carruagens. Fiquei um bom tempo tirando fotos e observando a beleza daquele lugar. Nada poderia me tirar dali e ir embora só não foi tão ruim por que iria pro melhor museu de todos.

Fomos até o Louvre. A entrada pelo lado do museu, eu juro, chorei por dentro. Estava tão feliz, muda, não conseguia falar nada sobre aquele momento, apenas apressando o passo, queria chegar logo. Quando vi a primeira pirâmide, eu não conseguia acreditar. Tirei fotos, fiquei admirando, pensando o quanto eu sonhei estar naquele lugar. A fila estava enorme, mas quem liga? Queria ver a Vênus, A liberdade guiando o povo e tantas outras obras que eu sonhei conhecer. E o próprio museu é por si só uma beleza.

Entrando no museu fui direto pra Vênus e O QUE É AQUILO? Não sei descrever o que aquela obra representa pra mim, mas sei que é o feminino sendo resumido em uma obra só. Todos os corpos em um só. Eu, sinceramente, não sei descrever.

Vi a famigerada “La Gioconda”, planíssima, sendo observada por vários olhos humanos e digitais. Ela poderia sim ser mais próxima, mas por motivos funcionais e de segurança, ela fica alí (com duas barreiras, um vidro blindado e uns seguranças), só observando as pessoas, de todos os lados, com o seu olhar 43. Léo, você caprichou viu?

Vi milhares de quadros incríveis. QUE LUGAR. Nada que eu diga consegue descrever, e eu estou tentando. Ah, cultura inútil: Quando alguém tenta pegar em alguma obra dispara um alarme SURREAL. Não tentem, é feio.

Depois dessa experiência, fomos para a avenida mais cara de Paris, gastar, óbvio (só que não!). Champs-Élysées, minha querida, você só não é mais bonita que o arco. Finalmente, Arco do Triunfo. Finalmente, Napoleão. Já comentei, sempre quis conhecer o Arco. Mas nunca imaginei que fosse tão grande. Assim, a Torre é enorme, já imaginava. Mas o arco é surreal. Como alguém, no auge do seu ego consegue fazer um troço daquela magnitude? Só pra situar quem estiver lendo: a construção foi iniciada em 1806, após a vitória em Austerlitz, o Arco do Triunfo, representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas do Primeiro Império Francês, sob a liderança de Napoleão Bonaparte. Pois é, ego puro.

Antes de chegarmos até o Arco, ficamos um tempo no Mccoffee e andei um pouco na avenida. É grande demais e desisti no meio do caminho. Prioridades né?

Atravessamos aquela avenida correndo para tentar chegar até a parte de baixo do arco. Fiquei um tempo observando a homenagem aos mortos na guerra. Foi emocionante.

Voltamos a Torre já que a chuva atrapalhou o nossa ida na noite anterior. Pude ficar mais um pouco admirando a beleza daquele ferro. Depois, se eu não me engano, fomos comer mais pizza naquele mesmo restaurante. E a minha noite terminou assim, cheia de realizações. Que sorte a minha.

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