Noite pernambucana do Vivo Open Air acerta em cheio com o público

Por Hannah Pitanga

Fotos: Carlos Cajueiro/Divulgação

Na última sexta (02), o Caxangá Golf & Country Club foi novamente palco do Vivo Open Air. Com a proposta de um encontro mais pernambucano, o terceiro dia de evento trouxe shows do pianista Amaro Freitas e do cantor e compositor Otto, além da exibição do premiado Aquarius, do diretor Kleber Mendonça Filho. Com os ingressos esgotados, a noite foi de casa cheia e animada, graças à empolgação do público e à incrível performance do cantor Otto, na turnê de lançamento em vinil de seu álbum Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos. Os presentes aproveitaram a noite intensamente, sem parar de dançar nem um minuto, mas o clímax da apresentação aconteceu quando o artista desceu do palco e andou pelo meio da plateia, cantando a música Saudade.

Para a psicóloga Fernanda Farias, o Vivo Open Air acertou na programação da noite: “as apresentações foram de uma sintonia surpreendente”, declarou. A psicóloga elogiou ainda a organização do evento e a forma como o espaço foi utilizado para interligar os dois ambientes.

Muito aguardada, a exibição de Aquarius também foi um prato cheio para o público, sempre encantado com a atuação de Sonia Braga como a protagonista Clara. O filme ganhou destaque internacional ao retratar um dos cenários do atual embate dos recifenses contra os abusos das grandes construtoras, que, em sua maioria, se utilizam de todos os mecanismos possíveis para gerar lucro, sem se preocupar com a importância histórica e cultural dos espaços. Além de forte, “o filme é uma análise da luta real que ainda existe em nossa cidade e um alerta para não desistir de tentar preservar a história ao nossa redor”, pontuou a fisioterapeuta Márcia Almeida.

Ainda sobre a organização do evento, o publicitário Marcio Figueiredo elogiou a proposta do festival, mas criticou a demora na distribuição de capas de plástico para que o público pudesse se proteger da chuva que ameaçou cair próximo ao fim da exibição de Aquarius. Por ser um evento ao ar livre, o público fica exposto às alterações climáticas, e algumas pessoas precisaram sair das suas cadeiras para se refugiar no espaço coberto junto ao palco, para se proteger dos leves pingos de chuva que começaram a cair. Felizmente, o tempo melhorou logo em seguida, e o evento continuou sem outros imprevistos.

De modo geral, o evento superou as expectativas do público, tanto na qualidade do som e das imagens do telão, durante a sessão de cinema, quanto na apresentação dos artistas no palco e em sua livre interação com a platéia. Nos quesitos limpeza do ambiente e segurança, a organização do Vivo Open Air se desdobrou para manter tudo em ordem sem afetar o público. Todos os ambientes eram de fácil acesso e muito bem sinalizados, além de contar com um atendimento rápido e eficiente, tanto no bar como nos espaços de venda de alimentos. Quem ficou até o fim pôde perceber que, mesmo após o show, os espaços de consumo permaneceram funcionando normalmente, enquanto os seguranças atuavam de forma tranquila ao informar o fechamento da casa.