Pesquisa:
Opinião pública sobre a crise econômica e política no Brasil

Por: Tatiana Seixas


Nos dias 10 a 14 de setembro de 2015, o Ideia Inteligência realizou uma nova pesquisa via telefone a pedido do Brazil Institute de Washington,DC sobre a opinião pública brasileira em relação à atual crise econômica e política do país. Foram conduzidas cerca de 20 mil entrevistas, em 144 cidades brasileiras, que trouxeram insights interessantes sobre temas como aprovação da presidente Dilma Rousseff, opinião sobre a operação Lava Jato e expectativas sobre o impeachment.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no blog do Paulo Sotero no Financial Times, na rádio CBN, no InfoMoney, no Valor Econômico (no portal e impresso) e no site O Financista. Confira a seguir os principais destaques da pesquisa.

resultados na mídia

Apenas 32% dos entrevistados acham que Dilma vai permanecer no cargo até o final de 2018. “A maioria dos brasileiros certamente perdeu a confiança em sua capacidade de liderar o país”, acrescentou o Dr. Moura. “Além disso, é um sinal de que a opinião pública tem expectativas já concretas sobre a presidente deixar o cargo mais cedo do que o esperado”. Dos entrevistados que esperam que Dilma não permaneça na presidência, 61% acreditam que vai renunciar, enquanto 35% acham que ela será sofrerá um impeachment.

Apenas 32% dos entrevistados acham que Dilma vai permanecer no cargo até o final de 2018.

A pesquisa contém ainda notícias preocupantes sobre o que a opinião pública pensa em relação à natureza da crise atual. Muitos dos empresários e líderes políticos atribuem a recessão, pelo menos em parte, aos efeitos dos escândalos da operação Lava Jato. Porém, a pesquisa mostra que não menos do que 81% dos entrevistados disse rejeitar a ideia de que a operação Lava Jato é um dos principais motivos da fragilidade econômica do país. Além disso, 88% dizem que as investigações devem continuar independentemente do seu potencial impacto negativo sobre a economia do país. “Uma maioria significativa dos brasileiros parece entender a importância da investigação em curso, mesmo considerando que tal processo poderia levar a mais incerteza econômica e instabilidade política”, conclui Maurício Moura.

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