Um novo tempo

Por: Renato Dorgan Filho

Até meados dos anos oitenta o status era pertencer a grupos de poder, quanto mais altos os escalões melhor, a política verbalizava isso, depois o Judiciário, a Polícia e o Exército.

O país se libertou da opressão, se redemocratizou, na largada teve uma experiência traumática com Sarney e Collor, aí veio FHC e o fim da inflação. Lá fora veio Clinton, a União Européia e a globalização, o liberalismo econômico virou lei.

As corporações nacionais e multinacionais viraram o grande desejo de participação, a política perdeu força, foi tomada por lobos carismáticos, a velha guarda foi ironizada, ter conteúdo tornou-se secundário e a arte de negociar virou o segredo.

Multinacionais, instituições financeiras, montadoras, empresas de energia, viraram o sonho dos estudantes, jovens e adultos, o capitalismo virou uma ordem que parecia inabalável.

Daí vieram os ataques às torres gêmeas pelo terror islâmico, e as ações da direita americana fizeram uma geração dos que já estavam descrentes da política, desconfiarem também das grandes corporações.

Aqui deu Lula e depois Dilma, o país remexeu, classes subiram, fisiologismo dominou, os problemas continuaram, a república perdeu força e o pragmatismo venceu.

No mundo a crise econômica veio, e expôs de vez a fragilidade do mundo corporativo, e desmascarou os reais interesses destes grupos: o lucro.

No final da primeira década deste século brotou a muda da busca da felicidade pessoal, nem a busca do poder pelo poder da política tradicional, nem a privatização total da vida resumida no ato de consumir.

O poder e o dinheiro são colocados em xeque, a luta pelo meio ambiente, pela qualidade de vida, pela ética, pelo respeito às diferenças de pensamento e agir, pelo respeito às raças, o combate a bullings e assédios morais tomam conta de gerações, e contaminam positivamente grande parte dos jovens.

O triste é ver a política e as corporações nacionais tão distantes deste novo tempo, e aí está o nosso problema com o presente.

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