Boteco

Cartola (O Mundo é um Moinho)

Ah, garçom; desde que me dou por gente 
eu moro só num barzinho qualquer.
Vivo com os diabos da minha mente e
tudo senão uma pinga triste me é.

Deixe-me ir assistir ao sol nascer
para que eu volte pra brindar contigo;
quero ver de novo as águas correr
enquanto ainda estou são, salvo e vivo.

Eu vivo e morro nesse botequim
e o mundo lá fora é vão para mim.
Eu fecho os olhos e brindo o cansaço.

Me tornei o mais hermético daqui.
Valha-me! A arte não me ajudou a fugir
da embriaguez terna do último trago.

-Vfd.

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