Eu escrevo com a intenção de que alguém me ouça, sinta e enxergue de fora por mim. Porque aqui dentro tudo parece tão confuso e escuro. Eu não consigo acertar os meus passos, disfarço e me atrapalho. Falo coisas sem sentido.

Eu me sinto vencido pelo cansaço, e todos os dias é uma batalha de gigantes, aonde o querer é tão grande quanto o medo. Sei que é irreal, mas eu me desdobro na tentativa de vencer, acabo me confundindo mais e no final da noite eu me cobro. Parecia ser tão fácil, como eu não consegui fazer? Na verdade a pergunta é “como eu me deixei me convencer de que eu não seria capaz?”

É como se existisse outro eu dentro de mim, que quisesse me ver cair. Que se alimenta do meus sonhos, daquilo que eu mais quero. É difícil esconder os meus próprios planos. E eu prefiro fugir deitado em minha cama, livrando o meu mundo dos olhos dele, fechando os meus.

Eu não penso em desistir. Já me convenci de que muitos precisam de mim, mas por agora, eu preciso descansar pra poder voltar.