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As vezes é preciso deixar as pessoas irem.

Talvez seja um desejo da alma e a vida esteja conspirando para que as situações ao qual criamos, não sejam exatamente da forma que imaginamos. Perdemos oportunidades sim, fazer o quê. Tomo minha cerveja e comemoro o aniversário de uma amiga. Meus amigos estão bêbados, não muito diferente de mim. As vozes se alteram, mas somente sua voz faz parte de meus pensamentos. Bebo mais um gole de saudade e me acostumo com sua ausência. A realidade é que desencantei comigo mesmo, e entendo que por ilusões criadas por mim. Já estou acostumado com minha solidão momentânea, com as crises de superego e as indefinições do meu próprio eu. Se não bastasse sua falta, sinto que aqui dentro as coisas não vão muito bem.

Mais alguns goles de catuaba alteram meus pensamentos, que continuam sem nenhuma direção. Estou tonto com saudade, pode isso? Penso comigo mesmo se ficar embriagado com meus pensamento me fazem bem. Sinceramente eu não sei. Ultimamente não tenho entendido mais nada. Mas não adianta, ainda teimo em buscar explicações no inexplicável. Desço a escada, mais pra lá do que pra cá. Quase caio. Pois é, o amor traz esses riscos, de cair, sofrer e se machucar.